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Título: Secagem em leito de espuma e liofilização do extrato aquoso de mamão papaia (Carica papaya L.): avaliação físico-química e estabilidade dos produtos obtidos.
Autor(es): SILVA, N. G.
Orientador: IBRAHIM SILVA, P.
Coorientador: CARNEIRO, J. C. S.
Palavras-chave: mamão
secagem
estabilidade ao armazenamento
Data do documento: 12-Jul-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: SILVA, N. G., Secagem em leito de espuma e liofilização do extrato aquoso de mamão papaia (Carica papaya L.): avaliação físico-química e estabilidade dos produtos obtidos.
Resumo: O mamão papaia (Carica papaya L.) se apresenta como fonte de vitamina C, cálcio, potássio, magnésio e carotenoides como β-caroteno, β-criptoxantina, licopeno, luteína e zeaxantina. Após a colheita do mamão, ocorrem perdas devido a sua rápida senescência. Consequentemente, o processamento pós-colheita é uma alternativa para prolongar a vida útil, preservar a qualidade, aumentar a flexibilidade na disponibilidade e comercialização do mamão. Deste modo, o objetivo do presente trabalho foi realizar a secagem em leito de espuma e liofilização do extrato aquoso de mamão papaia (Carica papaya L.) e avaliar as propriedades físico-químicas dos produtos obtidos. Foi analisada a polpa (pH, ATT, Ratio e sólidos solúveis) e o extrato aquoso (sólidos solúveis, extrato seco, carotenoides, fenólicos e capacidade antioxidante). Foi preparado um extrato aquoso de mamão adicionado de dois agentes carreadores: Capsul® e maltodextrina, ambos na concentração de 30%. Foram produzidos pós utilizando as técnicas de leito em espuma e liofilização, e estes foram caracterizados com relação às características físico-químicas (Aw, umidade, higrocopicidade, carotenoides, solubilidade, capacidade antioxidante, compostos fenólicos). Para etapa de armazenamento os pós foram produzidos utilizando as técnicas de secagem em leito em espuma (60°C) e liofilização. Estes foram caracterizados com relação à microscopia eletrônica de varredura (MEV), atividade de água (Aw), carotenoides, compostos fenólicos e coordenadas de cor (L*, a* e b*) e armazenados a 25°C por 60 dias. A polpa do mamão papaia da variedade Aliança mostrou-se apta a ser utilizada em processamento e para consumo in natura pelas características físico-químicas analisadas. O extrato aquoso analisado apresentou compostos fenólicos, e uma boa capacidade antioxidante avaliada por dois métodos. O modelo de Page foi o que melhor se adequou aos dados experimentais na cinética de secagem em leito de espuma. Levando-se em consideração os fatores estudados (agentes carreadores e temperaturas) na secagem em leito de espuma, pela desejabilidade recomendou-se a temperatura do ar de secagem de 60 °C e a utilização de maltodextrina como agente. No estudo do leito de espuma para diferentes temperaturas e agentes, Capsul® se apresentou melhor, sendo assim indicado como melhor agente utilizado na secagem por leito em espuma. Com relação ao estudo comparativo das técnicas de secagem (liofilização e leito em espuma) e agentes carreadores (maltodextrina e Capsul®), para a secagem do extrato aquoso de mamão papaia recomenda-se o uso do agente maltodextrina, por não apresentar diferença significativa quando comparado ao Capsul® para as respostas ABTS, higroscopicidade, solubilidade e carotenoides, apresentar maior DPPH e menor Aw, além disso possui um baixo custo quando comparado ao Capsul®. Para a técnica de secagem recomenda-se o uso da secagem por leito em espuma baseando na sua menor higroscopicidade, maior teor de carotenoides, menor custo e menor tempo de processo. Pelas micrografias pode-se observar que a secagem por leito em espuma resultou em um produto não uniforme na forma e no tamanho das partículas para todas as amostras avaliadas. Para os pós liofilizados observou-se que as partículas apresentaram tamanhos variados não apresentando formatos bem definidos. Para a Aw, em ambas as técnicas e agentes, os valores obtidos foram baixos, variando entre 0,438 e 0,470, após os 60 dias de armazenamento, sendo os produtos considerados microbiologicamente estáveis. Foi observado que o tempo de meia vida dos carotenoides quando comparado numericamente aos compostos fenólicos, se apresentou menor. Os parametros de cor (L*, a* e b*) apresentaram tempo de meia vida acima de 60 dias. Uma alternativa para minimizar a perda dos carotenoides, que são de grande importância, seria utilizar temperaturas de armazenamento mais baixas.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10136
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