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Título: Estratégias de troca para segundo imunobiológico na artrite reumatoide: resultados do registro brasileiro de agentes imunobiológicos em doenças reumáticas-BIOBADABRASIL
Autor(es): Falcao, Jansen Giesen
Orientador: Cristo, Valéria Valim
Data do documento: 21-Ago-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FALCAO, Jansen Giesen. Estratégias de troca para segundo imunobiológico na artrite reumatoide: resultados do registro brasileiro de agentes imunobiológicos em doenças reumáticas-BIOBADABRASIL. 2017. 93 f. Dissertação (Mestrado em Medicina) - Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2017.
Resumo: OBJETIVOS: Comparar as diferentes estratégias de troca para a segunda Terapia Imunobiológica (TIB) na Artrite Reumatoide (AR), do registro BIOBADABRASIL MÉTODOS: Coorte de base populacional incluindo 1.109 pacientes com AR que preencheram os critérios classificatórios da American College of Rheumatology / European League Against Rheumatism (ACR/EULAR) 2010 e que iniciaram a primeira TIB. Os pacientes foram acompanhados em até 7 anos, no período de janeiro de 2009 até dezembro de 2015. Foram consideradas as variáveis sexo, idade, duração da doença, Disease Activity Score 28 (DAS 28), além de tratamentos concomitantes, que também foram avaliados. Foram aplicados testes Kaplan-Meier, Qui-Quadrado, Kruskal-Wallis, Wilcoxon-Mann-Whitney e análise de regressão de Cox. As drogas Golimumabe (GOLI) e Certolizumabe (CERTO) foram excluídas da análise de sobrevida em função da pequena amostra. RESULTADOS: Da amostra estudada, 85% dos pacientes eram mulheres com idade média de 50 anos e 11 anos de diagnóstico. O Fator Reumatoide (FR) positivo do grupo foi de 87%, DAS 28 de 5,36 ±1,35, 76% estavam em uso de corticoide e 71% foram avaliados em uso de Metotrexate (MTX). Noventa e um porcento iniciaram agente Anti-fator de Necrose Tumoral (Anti-TNF), nas seguintes proporções: Adalimumabe (ADA) 33% (370), Infliximabe (INF) 32 % (356), Etanercepte (ETA) 23% (258), Rituximabe (RTX) 4% (48), Tocilizumabe (TOCI) 3% (35), Golimumabe(GOLI) 2% (19), Abatacepte (ABA), 1% (14) e Certolizumabe (CERTO) 1% (9). No primeiro tratamento, a sobrevida foi maior para o grupo de não anti-TNF (58,50 ± 3,46 e 95%CI 51,71 65,28) que o grupo de anti-TNF (53,43 ± 1,21 e 95%CI 51,05 55,77), p=0,042. O Tocilimumabe (TOCI) apresentou maior sobrevida (57,22 ± 4,57 e 95%CI 48,27 66,17) quando comparado ao grupo dos antiTNF (53,41±1,21 95%CI 51,05 55,77) e p=0,023. Apenas 32,28% (358) trocaram para um segundo IB (Imunobiológico). Destes, 65,92% (236) mudaram de anti-TNF para anti-TNF (ETA=105, ADA=83, INF=33, outros anti-TNF=15); 27,93% (100) trocaram de anti-TNF para não anti-TNF (RTX=38, TOCI=32, ABA=30) e um menor número de apenas 6,13% (22) mudaram de não anti-TNF para outra classe. Em função da pequena amostra, GOLI e CERTO foram excluídos da segunda análise de sobrevida. A melhor estratégia de troca foi de anti-TNF para não-anti-TNF: 50,72 ± 3 meses (CI 95% 44,84-56,60) vs 44,67±2,46 meses (CI 95% 39,85-49,49) p=0,010. Apesar de usarem menos corticoide e terem maior DAS 28 no início do tratamento, os pacientes que migraram de anti TNF para TOCI apresentaram melhor sobrevida (55,80 ± 4,74 IC 95% 46,51,65,09 meses, p=0,029) comparado ao ETA (50,06 ±3,61 IC 95% 42,99-57,14), RTX (47,75 ± 4,93 IC 95% 38,10-57,40), ABA (44,89±5,94 IC 95% 33,25-56,53), ADA (39,45±3,89 IC 95% 31,83-47,08) e INF (34,43±4,65 IC 95% 25,31-43,55). O principal motivo da troca do primeiro IB foi por ineficácia ou perda de eficácia (64%, n = 216), seguido de efeitos adversos (26%, n=87) e outros motivos (10%, n = 33). Quando o motivo da troca se deu por evento adverso, a melhor alternativa foi observada com a troca para um agente não anti- TNF com 50,29 ± 4,93 meses (95%IC=40,62 59,95) vs 43,23 ± 4,22 meses (95%IC= 34,96 51,51) , p=0,038. CONCLUSÃO: Os agentes anti-TNF são as drogas mais prescritas no registro brasileiro BIOBADABRASIL como primeira e segunda TIB. A opção por um agente não anti TNF como primeira TIB foi a melhor alternativa. A Troca de anti-TNF para não anti-TNF também representou a melhor opção. TOCI mostrou melhor sobrevida como segundo IB. O principal motivo da troca ocorreu por ineficácia ou perda de eficácia. Quando o motivo da troca foi evento adverso , optar por um agente não anti-TNF foi melhor alternativa. Palavras-chave: Artrite reumatoide. Terapia biológica. Sobrevida. Troca. Anti TNF. Não Anti-TNF, Tocilizumabe.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10390
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