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Título: O direito à cidade e a cultura marginal : a narratividade como luta por visibilidade
Autor(es): Vieira, Anna Paula Ferraz Dias
Orientador: Esteves Junior, Milton
Data do documento: 15-Ago-2018
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: VIEIRA, Anna Paula Ferraz Dias. O direito à cidade e a cultura marginal: a narratividade como luta por visibilidade. 2018. 151 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Artes.
Resumo: A cidade partida territorializa desigualdades e fragmenta seus espaços, legitimada por um discurso hegemônico que serve a ideias e valores dominantes. De seus espaços física e socialmente fracionados escolhe aqueles que ilumina, que aparecem na imagem da cidade do espetáculo, e aqueles que lançará à sombra e invisibilizará. Mitigando subjetividades e rejeitando comportamentos e discursos desviantes, constrói, molda, enquadra a cidade que deseja ser e deixar ver. Nos limites onde cessa a visibilidade, a cidade está, porém, em contínua produção. A sombra que acoberta os territórios marginalizados, também os revela por suas práticas escaparem à compreensão do olhar totalizador. Por meio da cultura marginal, a periferia espalha sua sombra sobre as zonas iluminadas da cidade, pintando com sua subjetividade, dando novos sentidos, disputando seus espaços e discursos. Sob aportes teóricos de Michel de Certeau e Milton Santos, principalmente, deseja-se debater a distribuição desigual do direito à fala, à visibilidade e à própria cidade; deseja-se evidenciar as maneiras de fazer dos espaços opacos, que disputam a cidade por meio de suas narrativas, permitindo que se lancem sobre ela novos olhares, que se contem outras histórias. Defende-se, aqui o direito ao discurso como direito à cidade, traduzido em lutas efetivas em prol da desconstrução de estigmas sociais. Palavras-chave: Espaços opacos. Narrativa. Cultura Marginal. Direito à cidade.
The divided city territorializes inequalities and fragments its spaces, legitimized by a hegemonic discourse that serves the dominant ideas and values. From its physically and socially fragmented spaces it chooses those to illuminate, to show as the image of the city of spectacle, and those which will cast in the shade and will be invisible. By mitigating subjectivities and rejecting deviant behavior and discourses, it builds, shapes and frames the city it wants to be and let be seen. In the limits where visibility ceases, the city is, however, in continuous production. The shadow that covers the marginalized territories also reveals them since their practices escape the comprehension of the generalizer gaze. Through the marginal culture, underprivileged areas spread their shadow over the illuminated areas of the city, painting with its subjectivity, giving new meanings, disputing its spaces and speeches. Under theoretical contributions of Michel de Certeau and Milton Santos, mainly, we aim to discuss the unequal distribution of the right to speech, to visibility and to the city itself; we want to highlight the "ways of making" of the "opaque spaces", which dispute the city through its narratives, allowing new gazes over it, and other stories to be told. Here we defend the right to speech as a right to the city, translated into effective struggles for the deconstruction of social stigmas.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10738
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