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Título: Impacto de um programa de saúde via Mobile Health sobre mudança de comportamento em relação ao consumo de sal
Autor(es): Porto, Aline Silva
Orientador: Molina, Maria del Carmen Bisi
Data do documento: 11-Fev-2019
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: O consumo excessivo de sal é um dos preditores para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares que poderia ser alterado a partir de mudanças comportamentais. A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem incentivado a realização de ações educativas via Mobile Health (mHealth) para promoção da saúde e prevenção de doenças, porém ainda há lacunas na literatura quanto à sua efetividade. Objetivo: Avaliar a efetividade de um programa de saúde via Mobile Health (mHealth) para mudança de comportamento relacionada ao consumo de sal. Método: Estudo de intervenção realizado com adultos, de 20 a 59 anos, de uma instituição federal de ensino de Vitória/ES. Foram arrolados 200 participantes a partir da divulgação da pesquisa na própria instituição (exposição a banner e convite face to face) e mídia eletrônica interna. Dados antropométricos, hemodinâmicos, de saúde e de práticas alimentares foram coletados por pesquisadores treinados. Em seguida, foi realizado sorteio para alocação dos participantes em dois grupos: grupo intervenção (GI) e grupo controle (GC). O GI recebeu mensagens e vídeos sobre alimentação saudável, substitutos de sal e de condimentos industrializados, utilizando como base o Guia Alimentar para a População Brasileira, por 3 meses. Após a intervenção, foi realizada nova coleta de dados utilizando os mesmos protocolos da linha de base. Os testes Kolmogorov sminorv, Qui quadrado, Fischer, teste t Student, T pareado, Mann-Whitney, Wilcoxon, McNemar e Equações Estimadas Generalizadas foram aplicados no SPSS 23, com nível de significância de 5%. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo sob o número 1.789.812/2016 e todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Participaram 100 pessoas em cada grupo. Na linha de base, não foram observadas diferenças estatisticamente significativas nas variáveis socioeconômicas, antropométricas, de saúde e nas práticas alimentares entre os grupos. Após as ações mHealth, foi observada no GI redução significativa da frequência do uso diário de condimentos industrializados (p = 0,002) e da pressão arterial (PA) sistólica (ß = -2,193; p = 0,004), não permanecendo significativa na análise final após avaliação da interação tempo versus grupo. Quando essas variáveis foram analisadas, segundo diagnóstico de hipertensão, foi observada redução significativa da PA sistólica de indivíduos hipertensos (ß = -5,175) (p < 0,001). Apenas a redução da frequência de uso diário de temperos industrializados em normotensos permaneceu significativa no modelo final. Mudanças em relação ao uso de medicamentos e prática de atividade física não foram estatisticamente significativas em nenhum grupo. Participantes do GI relataram maior acesso a informações sobre alimentação saudável nos últimos 6 meses (p < 0,001) e que essas foram úteis (66%) e claras (71%). Aproximadamente metade dos participantes do GI disse ter seguido as orientações. Conclusão: Foi observada redução da frequência do uso diário de condimentos industrializados e da PAS no GI. A estratégia mhealth foi efetiva para redução da frequência do uso diário de condimentos industrializados somente nos indivíduos normotensos. Esses resultados mostram a potencialidade dessa estratégia para promoção da saúde e prevenção de fatores de risco para as doenças cardiovasculares na população em geral.
Introduction: Excessive salt intake is one of the predictors for the development of cardiovascular disease that could be altered from behavioral changes. The World Health Organization (WHO) has encouraged educational initiatives via Mobile Health (mHealth) for health promotion and disease prevention, but there are still gaps in the literature regarding its effectiveness. Objective: To evaluate the effectiveness of a health program through Mobile Health (mHealth) to change behavior related to salt consumption. Method: An intervention study with adults, aged 20 to 59 years, from a federal teaching institution in Vitória / ES. 200 participants were enrolled through (banner exposure and face-to-face invitation) and internal electronic media. Informatio on anthropometric, hemodynamic, health and eating practices data were collected by trained researchers. The participants were then allocated into two groups: intervention group (GI) and control group (CG). The GI received messages and videos about healthy food, salt substitutes and seasonings condiments, based on the Food Guide for the Brazilian Population, for 3 months. After the intervention, a new data collection was performed using the same baseline protocols. The Kolmogorov sminorv, chi square, Fischer, Student t test, paired T, Mann-Whitney, Wilcoxon, McNemar and Generalized Estimates Equations were applied to SPSS 23, with a significance level of 5%. This study was approved by the Research Ethics Committee of the Health Sciences Center of the Federal University of Espírito Santo under number 1.789.812 / 2016 and all the participants signed the Free and Informed Consent Term. Results: 100 people participated in each group. At the baseline, no statistically significant differences were observed in socioeconomic, anthropometric, health variables, and feeding practices between groups. After mHealth actions, a significant reduction in the frequency of daily use of processed condiments (p = 0.002) and systolic blood pressure (ß = -2.193; p = 0.004) was observed and did not remain significant in the final analysis after the evaluation of the of time versus group interaction. When these variables were analyzed, according to a diagnosis of hypertension, a significant reduction of the systolic BP of hypertensive individuals (ß = -5,175) (p <0.001) was observed. Only the reduction of the frequency of daily use of industrialized seasonings in normotensive remained significant in the final model. Changes in medication use and physical activity were not statistically significant in any group. GI participants reported greater access to information on healthy eating in the last 6 months (p <0.001) and that these were useful (66%) and clear (71%). Approximately half of the IG participants said they had followed the guidelines. Conclusion: There was a reduction in the frequency of daily use of industrialized condiments and SBP in GI. The mhealth strategy was effective in reducing the frequency of daily use of industrialized condiments only in normotensive individuals. These results show the potential of this strategy for health promotion and prevention of risk factors for cardiovascular diseases in the general population,
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11028
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