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Título: Etnicidade e Literatura: a Presença do Negro na Literatura Marginal Periférica
Autor(es): MONGIM, L. M.
Orientador: NASCIMENTO, J. L.
Data do documento: 28-Fev-2019
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: MONGIM, L. M., Etnicidade e Literatura: a Presença do Negro na Literatura Marginal Periférica
Resumo: RESUMO Esta tese centra-se na leitura crítica do livro de poemas Águas da Cabaça (2012), de Elizandra Souza, e do livro de contos Reza de Mãe (2016), de Allan da Rosa, como forma de analisar as estratégias estéticas e os recursos poético-discursivos que estruturam a escrita de dois autores marginais periféricos de São Paulo, na qual relacionam literatura, etnicidade, identidade cultural e território. As obras integram uma rede de diálogos e de deslocamentos de sentidos que se relaciona à diáspora africana, às estratégias de resistência, negociação e (re)elaboração identitária dos afrodescentes e aos aspectos culturais e vivências cotidianas do ser negro na periferia urbana contemporânea. Delineiam o corpo negro e periférico que transita na espacialidade urbana, bem como produções discursivas e identitárias que dialogam com diferentes códigos e suportes e que provocam rupturas no cânone literário e linguístico e desconstroem imagens estereotipadas e discriminatórias, estruturando uma poética afro-marginal periférica. O procedimento de análise das obras se pauta pelo método comparativo das dicções poéticas e das elaborações estéticas dos escritores, como forma de ressaltar os desdobramentos da estética afrodiaspórica e afrodescente na produção literária marginal periférica contemporânea. As aproximações e diferenças entre os escritores embasam as singularidades inerentes a eles no processo de construção de seu fazer poético e do corpo negro e periférico que se traveste em letra escrita. A análise é fundamentada pelas elaborações teóricas sobre identidade cultural e suas relações com a etnicidade e a diáspora negra, formuladas por Stuart Hall (2003), e pelas reflexões sobre a história política e cultural negra no ocidente, desenvolvida por Paul Gilroy (2001). A crítica feminista, sobretudo a relacionada ao feminismo negro, como os postulados teóricos de Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo, Carla Aktirene, Joice Berth, Lélia Gonzales, Sueli Carneiro, bell hooks, Angela Davis, Patrícia Hill Collins, Judith Buttler, Grada Kilomba e Kimberlé Crenshaw, sustentam a problematização das interseccionalidades e do sujeito poético feminino, negro e periférico no processo de elaboração de uma identidade feminina na periferia. Ainda fundamentando a discussão sobre fatores de opressão que se interseccionam, a noção de território urbano, que assume a centralidade da enunciação e do enunciado, é tomado dos estudos geográficos desenvolvidos por Milton Santos, Rogério Haesbaert e Carlos Walter Porto-Gonçalves. Palavras-chave: Identidade Cultural, Etnicidade, Espacialidade Urbana, Literatura Afro-brasileira, Literatura Marginal Periférica.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11138
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