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Título: Ecologia nutricional de peixes nominalmente herbívoros no Atlântico Sudoeste
Autor(es): FERREIRA, G. C. C.
Orientador: JOYEUX, J.
Data do documento: 26-Abr-2019
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: FERREIRA, G. C. C., Ecologia nutricional de peixes nominalmente herbívoros no Atlântico Sudoeste
Resumo: A ecologia trófica de peixes herbívoros é assunto de constante debate. Discussões permeiam entre como as espécies capturam seu alimento até quais são os seus verdadeiros alvos no substrato recifal e como isto implica em seus papeis funcionais no ambiente. Diferentes aspectos bióticos e abióticos podem influenciar na ecologia trófica deste grupo. Eventos sazonais como, por exemplo, a ressurgência, podem enriquecer o ecossistema com a entrada de água fria e rica em nutrientes vinda de regiões mais profundas. Da mesma forma, diferentes locais podem apresentar características particulares, como a composição bentônica, que têm efeito direto na ingestão e assimilação de nutrientes pelos peixes herbívoros recifais. Esta tese foi desenvolvida em quatro ambientes recifais ao longo da costa brasileira, sendo: Natal (Rio Grande do Norte), Arquipélago dos Abrolhos (Bahia), Guarapari (Espírito Santo) e Arraial do Cabo (Rio de Janeiro). Neste último local, os estudos foram conduzidos em uma escala sazonal, mas também latitudinal, quando o mesmo foi comparado com os outros locais citados acima. Verificou-se que os principais itens na dieta de cada espécie tendem a permanecer semelhantes em ambas as abordagens: sazonal e latitudinal. No entanto, os peixes nominalmente herbívoros apresentaram diferenças na composição da sua dieta e na diversidade de itens ingeridos em ambas as escalas. Similarmente, a assimilação de nutrientes e as relações tróficas entre as espécies também variaram na comparação latitudinal entre os locais. Este trabalho indica que os peixes nominalmente herbívoros possuem especificidades quanto à ecologia nutricional, e que as variações ambientais ou características dos habitats devem ser consideradas para evitar generalizações na ecologia de peixes tão importantes, diversificados e amplamente distribuídos. Finalmente, este estudo expande a compreensão de como os peixes herbívoros dividem os recursos disponíveis e reforça que a função de cada espécie no ecossistema não deve ser subestimada agrupando-as como unidades únicas sem análise específica para cada local /espécie.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11184
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