Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11247
Título: Não conformidades de propriedades térmicas da NBR 15.575-4 com índices de conforto térmico adaptativo
Autor(es): Michel, Mariana Vallory
Orientador: Laranja, Andréa Coelho
Coorientador: Nico-Rodrigues, Edna Aparecida
Palavras-chave: Propriedades térmicas
NBR 15.575
Paredes externas
Índices de conforto térmico
Absortância solar
Data do documento: 22-Mar-2019
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: MICHEL, Mariana Vallory. Não conformidades de propriedades térmicas da NBR 15.575-4 com índices de conforto térmico adaptativo. 2019. 163 f. Dissertação (Mestrado em Arquitetura e Urbanismo) – Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Artes.
Resumo: De acordo com a admissibilidade máxima da absortância solar de paredes externas (PE) para a Zona Bioclimática 8 (ZB8), a NBR 15.575-4 classifica edificações com todas as fachadas pretas com desempenho térmico satisfatório para cidades de clima quente, desde que se respeite a uma transmitância térmica máxima (U máx). Assim, esta dissertação objetivou avaliar as não-conformidades das propriedades térmicas de desempenho da ZB8 da NBR 15.575-4 com índices de conforto térmico adaptativo por orientação, visando descobrir os intervalos de transmitância térmica (U) e absortância solar (α) de paredes externas que sejam capazes de prover conforto térmico satisfatório. Esta dissertação teve seu campo de abrangência delimitado aos edifícios residenciais verticais multifamiliares na ZB8, exemplificados pelos construídos mais recentemente pelas principais incorporadoras na cidade de Vitória (ES) conforme o 31º Censo Imobiliário da Grande Vitória do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo. Mais especificamente, o recorte desta pesquisa se delimitou aos fechamentos opacos (análise das suas propriedades térmicas: transmitância térmica e absortância solar da ZB8) e às paredes externas (subsídio para simulações das propriedades térmicas e análise desses elementos especificamente na construção civil de Vitória). A amostra foi definida por quatro paredes externas (duas de Vitória e duas com os parâmetros máximos de U da NBR 15.575-4) e seis ou dez α (conforme α máximo da NBR 15.575-4 do U/ PE). Foram feitas 512 simulações no programa DesignBuilder de uma sala com duas paredes externas voltadas para o exterior, definindo os cenários de simulação com e sem ocupação pelas oito combinações de orientações possíveis dos pontos cardeais. As 8.760 temperaturas operativas horárias de cada simulação foram trabalhadas considerando o percentual de 80% de conforto adaptativo da ASHRAE 55. Os resultados foram analisados tendo como referência de comparação os parâmetros da NBR 15.220-3 e foram embasadas nos índices de conforto: Frequência de Desconforto Térmico (FDT), Quantidade de Horas de Desconforto Térmico (QHDT) e Graus-horas de Desconforto Térmico (GhDT). Verificou-se que os parâmetros térmicos da NBR 15.575-4 de forma isolada não atendem aos índices de conforto térmico adaptativo. As duas NBR aceitam que todas as paredes externas sejam pretas (α de 100%), porém a NBR 15.575-4 se revela até 2,5 vezes mais permissiva por permitir cores mais escuras para um mesmo U, apresentando resultados com maior incompatibilidade com os índices de conforto para todos os cenários. A diferença de se atender à NBR 15.575-4 em vez de à NBR 15.220-3 pode chegar a 5,97 graus-horas por hora de desconforto médios (cerca de ¼ a mais que o permitido) durante aproximadamente dois meses no ano. Os parâmetros do critério 2 da NBR 15.575 (U ≤ 2,50 W/m².K, α máx 1,00) apresentam resultados ainda piores que os do critério 1 (U > 2,50 W/m².K, α máx 0,60). Conclui-se que o preterimento das diretrizes construtivas da zona bioclimática é de suma relevância para o pior desempenho das paredes externas que atendem aos parâmetros da NBR 15.575-4 em vez de os da NBR 15.220-3, porém novos estudos precisam ser feitos considerando todas as estratégias bioclimáticas indicadas nesta para ZB8. Nesse sentido, compilou-se como contribuição para a cidade de estudo os horários do mês por combinação de orientação com desconforto para Vitória servindo como subsídio para aplicação dessas estratégias e em particular para dimensionamento de dispositivos de sombreamento.
According to the maximum admissibility of the solar absortion of external walls (PE) for Bioclimatic Zone 8 (ZB8), the NBR 15.575-4:2013 classifies buildings with all black facades with satisfactory thermal performance for cities with hot weather, provided that it respects to a maximum thermal transmittance (U max). Thus, this dissertation aimed to evaluate the nonconformities of the thermal performance properties of the NBR 15.575-4 ZB8 with indexes of adaptive thermal comfort by orientation, in order to find out the ranges of thermal transmittance (U) and solar absorptivity (α) of external walls that are capable of providing satisfactory thermal comfort. This dissertation had its field of delimitation delimited to vertical residential buildings multifamily in ZB8, exemplified by the most recently constructed by the main developers in the city of Vitória (ES) according to the 31º Censo Imobiliário da Grande Vitória of the Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo. More specifically, this research was limited to opaque closures (analysis of its thermal properties: thermal transmittance and solar absorptivity of ZB8) and external walls (subsidy for simulations of thermal properties and analysis of these elements specifically in the construction of Vitória). The sample was defined by four external walls (two of Vitória and two with the maximum parameters of U of NBR 15.575-4) and six or ten α (according to the maximum of NBR 15,575- 4 of U / PE). 512 simulations were done in the DesignBuilder program of a room with two exterior walls, defining the simulation scenarios with and without occupation by the eight combinations of possible orientations of the cardinal points. The 8,760 hourly operating temperatures of each simulation were worked considering the 80% percentage of adaptive comfort of the ASHRAE 55. The results were analyzed having as reference of the parameters of the NBR 15.220-3:2005 and were based on comfort indexes: Frequency of Discomfort (DFT), Number of Hours of Thermal Discomfort (QHDT) and Degrees-hours of Thermal Discomfort (GhDT). It was verified that the thermal parameters of NBR 15.575-4 in isolation do not meet the indices of adaptive thermal comfort. The two NBRs accept that all external walls are black (α of 100%), but NBR 15.575-4 reveals up to 2.5 times more permissive to allow darker colors for the same U, presenting results with greater incompatibility with comfort indexes for all scenarios. The difference from meeting NBR 15.575-4 instead of NBR 15.220- 3 can reach 5.97 degree-hours per hour of average discomfort (about ¼ more than allowed) for approximately two months in the year. The parameters of criterion 2 of NBR 15.575 (U ≤ 2.50 W / m².K, α max 1.00) present even worse results than those of criterion 1 (U> 2.50 W / m².K, α max 0.60). It is concluded that the preterm construction guidelines of the bioclimatic zone are of great relevance for the worst performance of the external walls that meet the parameters of NBR 15.575-4 instead of those of NBR 15.220-3, but new studies need to be done considering all the bioclimatic strategies indicated in this for ZB8. In this sense, it was compiled as a contribution to the city of study the schedules of the month by combining orientation with discomfort for Vitória - serving as a subsidy for the application of these strategies and in particular for sizing device shadowing.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/11247
Aparece nas coleções:PPGAU - Dissertações de mestrado

Arquivos associados a este item:
Arquivo TamanhoFormato 
tese_13145_MARIANA VALLORY - VERSÃO FINAL.pdf8.05 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.