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Title: HPV e expressão de p16 como biomarcadores de prognóstico em carcinoma de células escamosas da cavidade bucal
metadata.dc.creator: Abreu, Priscila Marinho de
Keywords: Carcinoma de células escamosas
metadata.dc.subject.decs: Papillomaviridae
Cavidade bucal
Squamous cell carcinoma
Oral cavity
Issue Date: 20-Mar-2015
Abstract: Biomarcadores de progressão tumoral são importantes na determinação do prognóstico e resposta ao tratamento em carcinoma de células escamosas da cavidade bucal. Este estudo teve como objetivo avaliar a frequência de infecção pelo HPV e a expressão de p16 como biomarcador de prognóstico em carcinoma de células escamosas da cavidade bucal. Dados clínico-patológicos e tecido tumoral de 90 indivíduos com carcinoma de células escamosas da cavidade bucal foram obtidos por entrevista e análise de prontuários. Detecção de HPV foi realizada à partir de amostras de tecido tumoral por PCR utilizando o conjunto de primers PGMY09/11. A seguir, as mesmas amostras foram submetidas à PCR com os primers MY09/11 e nested PCR com os primers GP5+/6+. Expressão de p16 foi detectada por imunohistoquímica. Análise estatística foi feita através de associação de variáveis, utilizando o teste de qui-quadrado e exato de Fisher. Sobrevida doença-específica (SDE) e sobrevida livre de doença (SLD) foram estimadas usando método de Kaplan-Meier. Comparação entre as curvas de sobrevida foram realizadas com o teste Log-Rank. Comparação entre status da infecção pelo HPV e expressão de p16 foram analisadas pelo teste Cox. Todos os testes com P ≤ 0.05 foram considerados significantes. A frequência de infecção pelo HPV na população estudada foi de 3,70% detectadas apenas com a nested PCR. Expressão de p16 foi observada em 21,87% das amostras analisadas. A SDE foi de 25,5 meses (95% IC = 20,03 - 31,00), enquanto a SLD foi de 30 meses (95% IC = 25,63 – 34,48). Maior SDE foi observada em indivíduos com tumores em estádio inicial (I-II) (P=0,001), tumores < 2cm (P=0,001), sem metástase em linfonodos regionais (P=0,006) e aqueles submetidos a tratamento cirúrgico (P<0,0001). Em conclusão, o status da infecção pelo HPV não mostrou-se um bom marcador de prognóstico e parece não ser determinante na tumorigênese em CCE da cavidade bucal, uma vez que apresentou baixa frequência de infecção. A expressão de p16 não foi um indicador determinante da presença de HPV nas amostras estudadas e um maior número de casos é necessário para avaliar sua aplicabilidade como marcador de prognóstico na população estudada.
Tumor progression biomarkers are important in determining prognosis and treatment response in squamous cell carcinoma of the oral cavity. This study aimed to evaluate the frequency of HPV infection and p16 expression as a biomarker of prognosis in squamous cell carcinoma of the oral cavity. Clinicopathological data and tumor tissue of 90 patients with squamous cell carcinoma of the oral cavity were obtained by interview and review of medical records. HPV detection was performed starting from tumor tissue samples by PCR using the primer set PGMY09/11. Next, the same samples were subjected to PCR with primers MY09 / 11 primers and nested PCR with GP5+/6+ primers. P16 expression was detected by immunohistochemistry. Statistical analysis was performed using variable association, using the chi-square and Fisher exact test. Disease-specific survival (DSS) and disease-free survival (DFS) were estimated using Kaplan-Meier. Comparison between the survival curves were performed using the log-rank test. Comparison status of HPV infection and p16 expression were analyzed by Cox test. All tests with P≤0,05 were considered significant. The frequency of HPV infection in this population was 3,70% detected only with nested PCR. p16 expression was observed in 21.87% of the analyzed samples. The DSS was 25.5 months (95% CI = 20.03 to 31.00), while the DFS was 30 months (95% CI = 25.63 to 34.48). Most DSS was observed in subjects with initial stage tumors (I-II) (P=0,001), tumor <2 cm (P=0,001), without regional lymph node metastasis (P=0,006) and those undergoing surgical treatment (P<0,0001). In conclusion, the status of HPV infection not proved to be a good prognostic marker and does not seem to be decisive in tumorigenesis in SCC of the oral cavity, since it showed low frequency of infection. The expression of p16 was not a key indicator of the presence of HPV in all samples and a greater number of cases it is necessary to evaluate its applicability as a prognostic marker in this population.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/1881
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