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Título: Uma análise dos desdobramentos da cogestão do cuidado nos processos de trabalho em um hospital público no Rio Grande do Norte
Autor(es): Silva, Alice Andrade
Palavras-chave: Gestão democrática;Gestão em saúde;Política de saúde;Hospitais - Administração - Rio Grande do Norte
Data do documento: 12-Mai-2016
Resumo: This paper presents a few analyses of management practices in the Public Health field. We discuss the controversies, the games of power, and resistance that make up the Unique Health System. What are the effects of co-management in work processes? What have people articulated themselves to sustain this co-management project? How do the Collegiate and the Institutional Support make up resistance strategies? Our methodological intent was to access certain processes of co-management experience from these issues. Thus, we talk about stories written in the field book and conversations with the workers we interviewed at the public hospital in Rio Grande do Norte. We use the assumptions of intervention research and institutional support as a basis to build the institutional walk as a research methodology. Michel Foucault, Hannah Arendt, and Gastão Wagner Campos are our theoretical basis to make some important discussions about the power relations in the co-management and about the co-management as an affirmative project of the public dimension of health policies. In this sense, we understand that the collegiate are political spaces of learning, experience, and propositions of other ways to manage and to care for. The institutional support, as if it were a gear, feeds and is fed by processes of change, analyzing and constantly intervening in the work processes to strengthen the collective in the exercise of institutional democracy. We consider that through the days filled with challenges, workers, managers, users, students, and researchers become allies to support this commitment of co-management as a means of building a “SUS that works”.
Esse trabalho apresenta algumas análises das práticas de gestão no campo da Saúde Pública. Discutimos as controvérsias, os jogos de poder e as resistências que compõem o Sistema Único de Saúde. Quais os efeitos da cogestão sobre os processos de trabalho? Como as pessoas têm se articulado para sustentar esse projeto da cogestão? Como os Colegiados e o Apoio Institucional compõem algumas estratégias de resistência? Nosso intento metodológico foi acessar certa processualidade da experiência de cogestão a partir de tais questões. Para isso, falamos sobre as histórias escritas no diário de campo e das conversas com os trabalhadores que entrevistamos em um hospital público no Rio Grande do Norte. Usamos os pressupostos da pesquisa-intervenção e apoio institucional como base para construir a caminhada institucional como metodologia de pesquisa. Michel Foucault, Hannah Arendt e Gastão Wagner Campos são bases teóricas a partir dos quais compomos algumas discussões importantes sobre as relações de poder na cogestão e a cogestão como um projeto afirmativo da dimensão pública das políticas de saúde. Nesse sentido, entendemos que os colegiados são espaços políticos de aprendizagem, de vivência e proposição de outros modos de gerir e cuidar. O apoio institucional, como se fosse uma engrenagem, alimenta e é alimentado pelos processos de mudança, analisando e intervindo constantemente nos processos de trabalho para fortalecer os coletivos no exercício da democracia institucional. Consideramos que nesse cotidiano cheio de desafios os trabalhadores, os gestores, os usuários, os estudantes e os pesquisadores se tornam aliados para sustentar essa aposta da cogestão como meio de construir um "SUS que dá certo".
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/6813
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