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Título: Comportamento do modelo de Hargreaves e Samani em diferentes condições meteorológicas
Autor(es): Dohler, Rafael Esteves
Orientador: Zanetti, Sidney Sara
Palavras-chave: 1
Balanço hídrico
2
Penman-Monteith
3
Agrometeorologia
Data do documento: 6-Jul-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: DOHLER, Rafael Esteves. Comportamento do modelo de Hargreaves e Samani em diferentes condições meteorológicas. 2016. 66 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Agrárias e Engenharias DOHLER, Rafael Esteves. Comportamento do modelo de Hargreaves e Samani em diferentes condições meteorológicas. 2016. 66 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Florestais) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Agrárias e Engenharias
Resumo: O uso da água de forma racional tem se tornado cada vez mais importante nos últimos anos, devido à má distribuição das chuvas e ao aumento da demanda por água, como na produção agrícola e florestal. A evapotranspiração é uma importante variável do ciclo hidrológico e uma das principais componentes do balanço hídrico no solo. O uso de equações simplificadas é uma alternativa potencial para estimar a evapotranspiração de referência quando os dados meteorológicos são limitados. O objetivo deste trabalho foi aplicar e testar diferentes métodos para estimar a evapotranspiração de referência (ET0) para o estado do Espírito Santo, com limitação de dados meteorológicos, utilizando o método de Hargreaves e Samani em diferentes condições meteorológicas, adotando o método de Penman-Monteith FAO-56 como referência. Calibrou-se a ET0 pela equação de Hargreaves e Samani utilizando regressão linear, e ajustou-se o coeficiente de Hargreaves e Samani (CH) através dos métodos de Vanderlinden et al. (2004) e de Martí et al. (2015). Foram realizados diferentes ajustes por regressão linear, considerando-se todas as estações meteorológicas utilizadas neste estudo (ajuste geral), diferentes tipos de clima (ajuste por clima), os períodos seco e chuvoso do ano (ajuste período seco e ajuste período chuvoso), classes de amplitude térmica (ajuste por classes), e o tipo de clima combinado com classes de amplitude térmica (ajuste por clima e classes). Estimou-se, também, para fins de comparação, a ET0 pelos métodos de Hargreaves e Samani original (HS) e Penman-Monteith com limitação de dados climáticos (PML). Em geral, o erro absoluto médio (MAE) dos métodos de HS, PML, Vanderlinden et al. (2004), Martí et al. (2015), ajuste geral, ajuste por classes, ajuste por clima, ajuste por período e ajuste por clima e classes, foram de 0,68, 1,46, 0,81, 0,77, 0,53, 0,51, 0,51, 0,51 e 0,49 mm dia-1, respectivamente. Nos períodos seco e chuvoso separadamente, os erros (MAE) foram de 0,41 e 0,61 mm dia-1, respectivamente. O ajuste por classes de amplitude térmica proporcionou melhores estimativas da ET0 em dias mais secos, nos quais necessitam-se de melhores estimativas para o manejo de irrigação na agricultura. O método de PML obteve o pior desempenho entre os métodos testados, não sendo recomendado para estimar a evapotranspiração no estado. Os ajustes por regressão linear obtiveram desempenho superior aos ajustes do CH, no qual melhoraram as estimativas da ET0 em até 30%. Com limitação de dados meteorológicos, o método do ajuste geral é considerado como o mais recomendado dentre os métodos testados, devido a sua simplicidade de aplicação. Para estimar a ET0 entre os meses de abril e setembro no estado, recomenda-se utilizar o ajuste do período seco.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7637
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