Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9260
Título: Modernização e repressão : os impactos da ditadura militar na Universidade Federal do Espírito Santo (1969-1974)
Autor(es): Pelegrine, Ayala Rodrigues Oliveira
Orientador: Fagundes, Pedro Ernesto
Palavras-chave: Ditadura militar
Universidade pública
Repressão política
Data do documento: 8-Jul-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Resumo: No cenário da recente ampliação dos meios para a investigação histórica sobre o passado político recente do Brasil, esta pesquisa pretende contribuir para o esclarecimento dos impactos da política de modernização conservadora e autoritária, implantada pela ditadura militar (1964-1985) nas universidades públicas do país. O recorte da análise privilegia o período da presidência de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), quando o paradoxo dos matizes modernizantes e repressivos da política ficou ainda mais evidente. Na esteira do projeto de desenvolvimento rápido e seguro do capitalismo nacional, o governo de Médici materializou a Reforma Universitária, cumprindo o objetivo de sintonizar as universidades com as demandas do almejado milagre brasileiro. Ao mesmo tempo, ancorada na cultura política autoritária e no seio de uma guerra anticomunista imaginada, sua gestão reforçou a repressão política como forma de viabilizar a modernização, expandindo o alcance da comunidade de segurança e informações da ditadura militar para o interior das universidades. Nesta pesquisa, objetiva-se compreender como modernização e repressão caminharam juntas e ressoaram especificamente na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), a partir de uma análise crítica da história oficial da instituição e do acervo documental produzido pelos trabalhos da Comissão da Verdade UFES.
In the scenario of the recent expansion of facilities for the historical research on the recent political past of Brazil, this research aims to contribute to the clarification of the impact of conservative and authoritarian modernization policy, implemented by the military dictatorship (1964-1985) in public universities in the country. The clipping of the analysis focuses on the period of the presidency of Emilio Garrastazu Medici (1969-1974), when the paradox of modernizing and repressive nuances of politics became even more evident. In the wake of the development project "fast and safe" national capitalism, the government of Medici materialized the University Reform, reaching the goal of tuning the universities with the demands of the desired brazilian “miracle". At the same time, anchored in authoritarian political culture and within an imagined anti-war, its management strengthened political repression as a means to facilitate the modernization, expanding the scope of "security community and information" of the military dictatorship to the interior of the universities. This research aims to understand how modernization and repression walked together and resonated specifically at the Federal University of Espírito Santo (UFES), from a critical analysis of the "official story" of the institution and the documentary collection produced by the work of the Truth Commission UFES.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9260
Aparece nas coleções:PPGHIS - Dissertações de mestrado

Arquivos associados a este item:
Arquivo TamanhoFormato 
tese_7891_Dissertação Ayala Pelegrine.pdf1.23 MBAdobe PDFVisualizar/Abrir


Os itens no repositório estão protegidos por copyright, com todos os direitos reservados, salvo quando é indicado o contrário.