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Título: Variação na forma craniana em morcegos neotropicais (Chiroptera: Yangochiroptera)
Autor(es): HOPPE, J. P. M.
Orientador: DITCHFIELD, A. D.
Data do documento: 9-Mar-2016
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: HOPPE, J. P. M., Variação na forma craniana em morcegos neotropicais (Chiroptera: Yangochiroptera)
Resumo: Os morcegos são um dos maiores componentes da mastofauna, com mais de 400 espécies na região neotropical. O grupo possui uma diversidade de hábitos alimentares sem paralelo com qualquer outro táxon de vertebrados, especialmente na família Phyllostomidae. Essa diversidade de formas está refletida na principal estrutura de interação com o meio, o crânio. As mudanças na forma podem ser oriundas de fatores ecológicos, evolutivos e alométricos, com suas interações, e devem ser analisadas em conjunto para evitar confusão entre as variáveis. Neste trabalho eu utilizo as ferramentas da Morfometria Geométrica para analisar as mudanças na evolução da forma do crânio de 146 espécies de morcegos, representando as nove famílias presentes na região neotropical. Em contraste com outros grupos de mamíferos, a alometria possui efeitos muito pequenos, explicando por volta de 6% da variação da forma do crânio em modelos puramente alométricos, independentemente do nível filogenético analisado. Em contrapartida, as guildas alimentares explicam aproximadamente 30% da variação, enquanto as diferenças em nível de subfamília explicam quase 40%. Esses padrões se repetem quando os efeitos alométricos são considerados em um design de ANOVA aninhada, considerando a variação alométrica dentro dos grupos ecológicos e evolutivos. Apesar das correlações similares, a significância foi muito diferente entre os testes que levaram em conta a estrutura filogenética e aqueles que a ignoraram, quase sempre deixando de ser significativo quando a informação filogenética era adicionada. Encontrei sinais filogenéticos significativos, porém pequenos, para a maioria dos grupos analisados, mostrando que as espécies filogeneticamente próximas são similares, mas com convergência evolutiva existente no grupo, como nos nectarívoros (Lonchophyllinae e Glossophaginae), alguns frugívoros (Carollinae e Rhinophyllinae) e onívoros catadores (Macrotinae, Micronycterinae, Lonchorhininae, Phyllostominae e Glyphonycterinae). Esses resultados sugerem que a variação na forma do crânio advém de propriedades intrínsecas de cada linhagem, e não por tendências alométricas.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9423
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