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dc.contributor.advisorMENDES, S. L.
dc.date.accessioned2018-08-02T00:15:33Z-
dc.date.available2018-08-01
dc.date.available2018-08-02T00:15:33Z-
dc.identifier.citationCENTODUCATTE, L. D., Muriquis e Onde Habitam: Fatores que interferem na distribuição espacial de grupos sociais na Mata Atlântica fragmentadapor
dc.identifier.urihttp://repositorio.ufes.br/handle/10/9920-
dc.publisherUniversidade Federal do Espírito Santopor
dc.titleMuriquis e Onde Habitam: Fatores que interferem na distribuição espacial de grupos sociais na Mata Atlântica fragmentadapor
dc.typedoctoralThesisen
dc.contributor.memberGRELLE, C. E. V.
dc.contributor.memberRODRIGUES, T.
dc.contributor.memberKIERULFF, M. C. M.
dc.contributor.memberPAGLIA, A. P.
dc.contributor.memberLEITE, Y. L. R.
dc.contributor.memberSTRIER, K. B.
dcterms.abstractRESUMO Em um mundo de paisagens naturais altamente fragmentadas, é conveniente identificar diferentes tipos de comportamento de movimentação animal e como eles contribuem para a compreensão dos processos de dispersão e distribuição de espécies. A demanda por produtos agrícolas cria novos padrões de uso da terra e influencia as taxas de desmatamento, alterando a conectividade entre os habitats, o grau de isolamento e o fluxo genético entre populações, influenciando, portanto, a persistência das espécies na paisagem. Neste contexto, esta tese abordou hipóteses sobre como as características do habitat afetam a distribuição e a movimentação dos muriquis, um primata endêmico criticamente ameaçado, em uma região de Mata Atlântica. Usando dados coletados em campo, teoria dos grafos e modelos espacialmente explícitos baseados no indivíduo, foi possível analisar a resposta populacional de muriquis às variáveis da paisagem, fazer inferências sobre distribuição de grupos sociais, movimentação animal e crescimento populacional e sugerir estratégias de conservação que podem ser implementadas na região. Dados mostram que, de 1970 a 2008, a cobertura florestal aumentou quase três vezes. O número de fragmentos florestais diminuiu mas o tamanho aumentou, refletindo uma regeneração natural que conectou alguns dos fragmentos que se encontravam isolados no passado. O tamanho do fragmento, a conectividade e o crescimento florestal foram identificados como fatores que influenciaram a distribuição de muriquis e a sua persistência na paisagem que, provavelmente, foi assegurada pela regeneração da floresta e pela sua habilidade em explorar florestas secundárias. Dados empíricos mostraram que, em fragmentos florestais isolados, houve uma mudança completa do comportamento esperado de muriquis, que apresenta um padrão onde somente fêmeas dispersam. Pelo menos cinco fêmeas permaneceram em seu grupo natal e se tornaram sexualmente ativas, enquanto outras deixaram o grupo e tornaram-se solitárias. Em fragmentos florestais funcionalmente conectados, o comportamento esperado foi preservado, com dispersão de fêmeas entre grupos. Além disso, foi relatada a fissão de um grupo em dois grupos sociais diferentes, em que o menor migrou para outro fragmento cruzando uma estrada e uma plantação de eucalipto. O modelo MPSG (Muriqui Population Spread and Growth), desenvolvido para simular o comportamento de movimentação dos muriquis pela paisagem, utilizou dados de dinâmica populacional como um regulador dos eventos de migração. A simulação resultou em um aumento populacional médio de 2,4 vezes nos próximos 50 anos, com a migração das fêmeas desempenhando um papel importante nesse crescimento populacional. Entretanto, mais de 60% das fêmeas provavelmente não terão sucesso em encontrar um parceiro reprodutivo porque a dispersão pode levá-las a fragmentos sem grupos sociais de muriquis. Verificou-se que, para espécies que apresentam processo de dispersão como os muriquis, a conectividade pode ser tão importante quanto o tamanho do habitat. Para fins de conservação, propomos incrementar a conectividade entre os fragmentos florestais, estabelecer um corredor protegido de biodiversidade e translocar fêmeas jovens para outros grupos sociais da mesma região. Este estudo demonstra a importância de análises históricas da paisagem para compreender o potencial de recuperação de populações de espécies ameaçadas de extinção. Modelos que estimam o comportamento de indivíduos, incluindo informações espaciais e populacionais, podem ser uma poderosa ferramenta para entender como as características da paisagem no passado moldaram a distribuição das espécies no presente e projetar a persistência dessa espécie no futuro. Palavras-chave: Brachyteles hypoxanthus; conectividade de habitat; heterogeneidade da paisagem; regeneração florestal; dispersão; modelos baseados no indivíduo.por
dcterms.creatorCENTODUCATTE, L. D.
dcterms.formatapplication/pdfpor
dcterms.issued2017-02-23
dc.publisher.countryBRpor
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Biologia Animal)por
dc.publisher.initialsUFESpor
dc.publisher.courseDoutorado em Biologia Animalpor
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