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Título: Diversificação do complexo Oecomys bicolor (Rodentia: Cricetidae: Sigmodontinae)
Autor(es): PAES, R. D.
Orientador: COSTA, L. P.
Data do documento: 7-Abr-2017
Editor: Universidade Federal do Espírito Santo
Citação: PAES, R. D., Diversificação do complexo Oecomys bicolor (Rodentia: Cricetidae: Sigmodontinae)
Resumo: Oecomys bicolor é um roedor orizomino de pequeno porte, com distribuição geográfica ampla desde o sudeste da América Central até o Brasil. Sua taxonomia ainda não se encontra bem estabelecida, uma vez que dados morfológicos atribuem dez sinonímias para a espécie, o que contrasta com informações genéticas, que mostram a existência de mais clados e apontam que o táxon trata-se de um complexo de espécies. Estudos baseados em sequências de citocromo b indicam agrupamentos com médias de divergências intraclados baixas (< 2%), mas com divergências interclados maiores. Somado a isso, apenas um trabalho associou genética com dados morfológicos, os quais mostram-se polimórficos. Tendo em vista que genes mitocondriais acumulam homoplasias rapidamente e, por isso, perdem resolução à medida que se aumenta a profundidade dos ramos das árvores, a construção de filogenias multigênicas com locos nucleares tem se mostrado uma alternativa eficiente, uma vez que estes apresentam taxas evolutivas mais lentas, sendo úteis para recuperar relações mais profundas. Assim, visando elucidar a taxonomia do grupo, o presente trabalho teve como objetivo apresentar uma hipótese filogenética para o complexo O. bicolor, a partir da análise de dados morfológicos qualitativos e quantitativos de exemplares de todas as idades, encobrindo a distribuição geográfica pelas Américas, além de análises filogenéticas com sequências parciais de um marcador mitocondrial e dois nucleares. Os resultados recuperaram O. bicolor como parafilético, com 11 clados estruturados geograficamente, que são acompanhados por morfotipos diagnosticáveis. Dentre estes, duas linhagens são reconhecidas como O. bicolor sensu stricto (amplamente presente na Amazônia e florestas transandinas) e O. cleberi (endêmica do Cerrado, Pantanal e Amazônia do Brasil, exclusiva à distribuição de O. bicolor), uma é revalidada como O. nitedulus (restrita às Guianas) e oito são potenciais espécies novas, das quais cinco são descritas (distribuídas na Amazônia, com casos de simpatria e limitação pelo rio Tapajós). As proposições feitas sobre a revalidação de O. nitedulus e o reconhecimento de oito novas linhagens aumentam o número de espécies de Oecomys de 17 para 26. Além disso, outros três táxons nominais representam potenciais complexos de espécies, evidenciando-se a dificuldade na identificação das espécies do gênero e a necessidade de mais revisões taxonômicas.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9922
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