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Title: Efeitos da salinidade no acúmulo de metais pesados e nas características anatômicas, fisiológicas e bioquímicas em plantas do manguezal
metadata.dc.creator: CAMPOS, C. Q.
Issue Date: 30-May-2018
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: CAMPOS, C. Q., Efeitos da salinidade no acúmulo de metais pesados e nas características anatômicas, fisiológicas e bioquímicas em plantas do manguezal
Abstract: RESUMO Os manguezais são ecossistemas costeiros frequentemente expostos à poluição por metais pesados, os quais se acumulam em teores elevados no sedimento. Sabe-se que a biodisponibilidade e toxicidade desses metais no sedimento é alterada pela salinidade, pH, teor de matéria orgânica, entre outros fatores. De acordo com o relatório do Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) espera-se uma diminuição da precipitação e, consequentemente, um aumento da salinidade nas regiões tropicais. Apesar da relevância do tema, há um vasto campo a ser conhecido sobre os mecanismos morfológicos, anatômicos, fisiológicos e bioquímicos das espécies de manguezal no acúmulo de metais, sob diferentes condições ambientais. Nas plantas, o acúmulo de metais em seus tecidos é determinado pela biodisponibilidade destes elementos no sedimento e pela eficiência da planta em absorver e translocar os metais na raiz e nos tecidos vasculares. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar os efeitos de diferentes níveis de salinidade no acúmulo de cromo, arsênio, mercúrio e chumbo e nas características anatômicas, fisiológicas e bioquímicas de Laguncularia racemosa (L.) Gaertn. e Rhizophora mangle L. Para tanto, propágulos de L. racemosa e R. mangle foram cultivados durante 16 meses, em casa de vegetação e, após o cultivo, as plantas foram expostas a três concentrações distintas de NaCl (3, 7 e 11 g L -1 ) com adição de 28 µg L -1 de Cr2O7 , 2 µg L -1 de As2O3 , 10 µg L -1 de HgCl2 e 10 µg L -1 de PbCl2 na solução de Hoagland e Arnon (1950). Os dados foram submetidos ao teste de Tukey, com 5% de significância, à análise fatorial multivariada (FA), à análise discriminante linear e ao teste de correlação de Spearman. Foram realizadas as seguintes análises: quantificação do teor de cromo, arsênio, mercúrio e chumbo em folhas, caules e raízes; determinação do fator de translocação; anatomia foliar; trocas gasosas e atividade das enzimas APX, CAT e SOD. Os resultados mostraram que R. mangle sofre maior influência da salinidade em suas características do que L. racemosa, com correlação negativa entre a salinidade e a atividade da CAT, a concentração de As no caule, e o fator de translocação de As (caule/raiz). Houve também correlação positiva entre a salinidade e o fator de translocação de Hg (parte aérea/raiz). Por outro lado, L. racemosa mostrou-se mais sensível às concentrações de metais pesados, sobretudo, a presença do cromo, arsênio e mercúrio na raiz. Esses metais influenciaram de forma positiva a densidade e condutância estomática e a área do feixe vascular da nervura central. Os resultados também indicam que, sob uma condição mais salina, há maior absorção de Cr, Pb, As e Hg, em L. racemosa. Enquanto, maiores concentrações de Cr e Hg são observadas em R. mangle sob menor salinidade. Os resultados evidenciam que L. racemosa e R. mangle apresentam respostas anatômicas, fisiológicas e bioquímicas distintas quanto aos diferentes níveis de salinidade analisados, bem como, quanto à bioacumulação de Cr, Pb, As e Hg. palavras-chave: bioacumulação, estresse, L. racemosa, mudanças climáticas, R. mangle.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10433
Appears in Collections:PPGBV - Dissertações de mestrado

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