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Title: Alcaloides dos Bulbos das Espécies Griffinia gardneriana (Herb.) Ravenna e Habranthus itaobinus Ravenna (Amaryllidaceae): Perfil Químico e Propriedades Citotóxicas e Genotóxicas.
metadata.dc.creator: COLE, E. R.
Issue Date: 23-Aug-2018
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: COLE, E. R., Alcaloides dos Bulbos das Espécies Griffinia gardneriana (Herb.) Ravenna e Habranthus itaobinus Ravenna (Amaryllidaceae): Perfil Químico e Propriedades Citotóxicas e Genotóxicas.
Abstract: A família Amaryllidaceae é amplamente distribuída pelo globo terrestre, sendo considerada uma das 20 famílias mais importantes entre as que apresentam alcaloides em sua composição, exibindo atividades antiviral, antimalárica, anticâncer e anticolinesterásica, dentre outras. O presente trabalho objetiva realizar o estudo químico em alcaloides dos bulbos das espécies Griffinia gardneriana (Herb.) Ravenna e Habranthus itaobinus Ravenna, pertencentes à esta família, avaliar suas propriedades citotóxicas e genotóxicas e o papel da caspase-3 como mediador molecular da apoptose induzida por estes compostos. As frações enriquecidas em alcaloides obtidas dos bulbos de G. gardneriana e H. itaobinus foram inicialmente submetidas à uma análise por CG-EM e em seguida fracionadas através de diferentes técnicas cromatográficas, como cromatografia por exclusão molecular, CC e CCDP, sendo o isolamento e identificação dos alcaloides feito por meio de CLAE e RMN 1D e 2D, além de DC. Foram então desenvolvidos estudos para avaliar a citotoxicidade das frações enriquecidas, pelo método do MTT, utilizando as linhagens celulares OVCAR-3, J774 e L929, sendo determinada também a citotoxicidade e a genotoxicidade in vitro dos alcaloides isolados (através do ensaio do MTT e do teste do micronúcleo) e a ativação da apoptose pela via da caspase, utilizando linhagens celulares tumorais (HepG2, MCF-7, A549) e normais (L929, CHO-1-15). Paralelamente, foi desenvolvido um estudo para avaliar a correlação dos resultados obtidos nos ensaios de citotoxicidade pelos métodos do MTT e citometria por análise de imagem. Estudos de docking molecular foram realizados para avaliar as energias livres de ligação entre os alcaloides isolados com a proteína caspase-3, descrita na literatura como o provável sítio de ação destes compostos. O resultado da CG-EM das frações enriquecidas evidenciou a presença de apenas um alcaloide em G. gardneriana e cinco em H. itaobinus. Foram isolados sete alcaloides de Amaryllidaceae, pertencentes à diferentes esqueletos-tipo, todos já devidamente caracterizados na literatura, sendo alguns comuns às duas espécies (trisfaeridina e pretazetina), enquanto outros presentes apenas em G. gardneriana (licorina e sanguinina) ou em H. itaobinus (tazetina, 11-hidroxivitatina e 2-α-7-dimetoxihomolicorina). Todas as frações enriquecidas apresentaram ação citotóxica nos métodos testados, e no tocante aos alcaloides isolados, 11-hidroxivitatina e 2-α-7-dimetoxihomocolorina não se mostraram citotóxicas, enquanto tazetina, trisfaeridina e sanguinina apresentaram atividade apenas contra a linhagem fibroblástica. Licorina e pretazetina foram 10 a 30 vezes mais citotóxicas que os demais alcaloides, mostrando-se ativas também para as linhagens cancerígenas, exibindo ação tempo- e concentração-dependente, além de serem genotóxicas e capazes de promover a apoptose pela via da caspase-3. Tal resultado corrobora os dados obtidos nos estudos de docking em que esses dois compostos se apresentaram entre aqueles com os maiores valores de afinidade de ligação. Com relação à comparação das metodologias para avaliação de citotoxicidade, a citometria por análise de imagem apresentou resultados semelhantes ao MTT na identificação de células viáveis, sendo uma metodologia alternativa de baixo custo e reprodutível.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10539
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