Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/1226
Title: Problematizações do currículo-experiência no entre-lugar da educação infantil e do ensino fundamental : possíveis contribuições para o ensino fundamental de nove anos
metadata.dc.creator: Lyrio, Kelen Antunes
Issue Date: 2014
Abstract: Esse texto é um convite para discutir alguns atravessamentos colocados nas escolas a partir da implementação e implantação do Ensino Fundamental de Nove Anos, como política de governo reorganiza os espaçostempos da escola, impõe um currículo prescrito, uma avaliação por objetivos e coloca em discussão o que é ser criança e viver a infância na escola. Como objetivo principal, busca problematizar o processo de implementação e implantação do Ensino Fundamental de Nove Anos no município de Vitória-ES e suas implicações no entre-lugar da Educação Infantil e Ensino Fundamental. Para tanto foi necessário estar no cotidiano escolar, viver, sentir e conversar com os sujeitos praticantes: as criançasalunos; as professoras e as pedagogas. Nesse sentido, três movimentos foram realizados: o primeiro movimento consiste em um levantamento de dados documentais, pareceres, leis, diretrizes no âmbito nacional e municipal que determinaram a obrigatoriedade do Ensino Fundamental de Nove Anos; o segundo movimento consiste em trazer para análise alguns artigos publicados na Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) em quatro Grupos de Trabalho (GT) que abordam o tema “Ensino Fundamental de Nove Anos”, e também textos que circulam nas escolas e que foram organizados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC); o terceiro movimento consiste na pesquisa realizada em um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) e em uma Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) no município de Vitória, no decorrer dos anos de 2011 e 2012, onde foi possível conversar com as criançasalunos de duas turmas do 1º ano, com as professoras e pedagogas. Utiliza como aporte teórico-metodológico as pesquisas nos/dos/com os cotidianos (CERTEAU 1994; ALVES 2001; FERRAÇO 2003) onde foi possível a apropriação de diferentes instrumentos de pesquisa, como: o diário de campo, recurso importante na intenção de capturar movimentos, falas e expressões; as conversas como tentativa de aproximação com os sujeitos para um fazer com e as oficinas de literatura como dispositivo de criação e produção de outros modos de pensar a criança e a infância. Na tentativa de discutir o lugar da criança no Ensino Fundamental de Nove Anos o conceito de devir-criança de Deleuze (1997) ajuda a pensar no movimento da criança como presença potente que produz outros modos de vida mais belos e intensos na escola e no currículo. O conceito de entre-lugar de Bhabha (2007) fortalece as discussões entre CMEI e EMEF como espaçostempos de negociações. As discussões de Kohan (2003) colocam em debate o lugar da infância que não indica um tempo cronológico, mas pensa em um encontro com a infância, com a experiência da infância. E Larrosa (2004) que com o conceito de experiência nos ajuda a pensar em um currículo-experiência, currículo esse que não está localizado no documento prescrito, nos espaçostempos da Educação Infantil ou do Ensino Fundamental, também não se localiza na criança, ou em uma dada infância, mas na composição com a escola, com as crianças, com as infâncias e isso só é possível no encontro com a criança que existe em nós.
This text is an invitation to discuss some permeations brought to schools as the nine-year-long Elementary School was deployed and implemented. As a government’s policy, it reorganizes school’s spacetimes, imposes a prescript curriculum, and an objective-driven assessment, and calls into question what it means to be a child and to live the childhood in school. As main objective, it aims at problematizing the deployment and implementation of the nine-year-long Elementary School within the city of Vitória (in Espírito Santo, Brazil) and its implications within the Kindergarten and Elementay School’s inbetweeness. It was necessary to be within school’s everyday, living it, feeling it, and talking to the practicing subjects – the childrenstudents, the teachers, and the pedagogues – to do so. Hence, three movements were made. The first one consisted of documental data collection (of notions, laws, both national and municipal guidelines that deploy the compulsory nine-year-long Elementary School). The second movement comprised the analysis of some papers published by four of the National Post-Graduation of Education Research Association’s theme groups which regard the “Nine-year-long Elementary School” theme, and of texts found in schools that are organized by the Education Ministry. The third movement consisted of the research conducted within a Municipal Kindergarten School (MKS) and within a Municipal Elementary School (MES) in Vitória, throughout the years of 2011 and 2012, where it was possible to talk to childrenstudents of two classes of the first year, to the teachers and to the pedagogues. It uses the theoretical and methodological contribution of researches in/of/with quotidian (CERTEAU 1994; ALVES 2001; FERRAÇO, 2003), which made it possible for us to frame different research instruments, such as the field journal (an important resource on the attempt to capture movements, speeches and expressions), the conversations (as an attempt to approach the subjects in order to do with), and the literature workshops (as a device of creation and production of other ways of thinking the child and the childhood). As we attempted to question the place of the child within the nine-year-long Elementary School, Deleuze’s becoming-child concept (1997) helped thinking of the child’s movement as a powerful presence which produces other prettier and more intense ways of life within school and curriculum. The in-betweeness concept (Bhabha, 2007) strengthens the discussions between the MKS and MES as spacetimes of negotiations. Kohan’s discussions (2003) bring up the place of the childhood that does not relate to a chronological time, but thinks of a meeting with childhood, with the childhood experience. And Larrosa (2004) helps us with the concept of experience as we think of an experience-curriculum as the one that is not located on the prescript document, nor within the spacetimes of Kindergarten or Elementary School, or on the child, but within the composition of the school, the children, and the childhoods, and the is only possible on the meeting with the child within ourselves.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/1226
Appears in Collections:PPGE - Teses de doutorado

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
tese Kelen Antunes Lyrio - 43 versão finalissimo-1.pdf2.77 MBAdobe PDFView/Open


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons