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Title: “Somos ensinados a pensar em sexo”: Representações Sociais de Masculinidades e de Amor em Travestis Homens Gays e Homens Heterossexuais
metadata.dc.creator: Bussinger, Rebeca Valadão
Issue Date: 26-Feb-2015
Abstract: Estudos realizados no campo das masculinidades mostraram que a adesão e identificação de determinados grupos a um conjunto de regras e comportamentos que definem o ser homem implicava em adoecimento e submissão a um regime que supostamente lhes oferece vantagens e poder. Compreender como diferentes grupos constituem-se em relação à divisão social sexual torna-se relevante principalmente se considerarmos sujeitos que fogem ao padrão que define modos de ser homem e ser mulher. Esta tese objetivou investigar as representações sociais de masculinidades e de amor de sujeitos com identidades de gênero e orientações sexuais diversas, especificamente: identificar e analisar representações sociais de masculinidade e amor de travestis, homens gays e homens heterossexuais; apreender experiências de preconceito e discriminação vividas em função da identidade de gênero e orientações sexuais. A pesquisa foi realizada em duas etapas: entrevistas semiestruturadas com 21 travestis; aplicação de questionários com questões abertas e fechadas em 52 homens gays, 40 homens heterossexuais e 39 travestis. Os dados coletados na primeira etapa foram submetidos aos procedimentos da análise de conteúdo categorial temática. O tratamento dos dados coletados na segunda etapa foi realizado através do software ALCESTE. Os homens heterossexuais representam a masculinidade a partir de uma perspectiva evolutiva, ancorada no discurso biológico e científico que descarta as influências da cultura na constituição dos sexos e identidades de gênero. Nos homens gays encontramos aproximações das representações dos sujeitos ao modelo da masculinidade hegemônica fortemente identificada à imagem do homem heterossexual, bem como elementos que ora apresentam aproximações, ora distanciamentos desse padrão. As travestis também utilizam elementos da ideia de masculinidade hegemônica para construção desta representação, objetivando-a na construção do modelo do homem forte e viril, sobre o qual não se identificam mas direcionam seu desejo. Os três grupos representam o amor como elemento estranho à masculinidade, posto que este é objeto que pertence à feminilidade. O amor distancia-se da construção da representação social de masculinidade de homens heterossexuais, é elemento estranho e conflituoso às representações dos homens gays e valor que corresponde a uma ética para o grupo de travestis. Nesse contexto, as experiências de preconceito e discriminação pouco modificam a elaboração das representações de heterossexuais; influenciam fortemente a construção da imagem de homem e mulher por onde homens gays e travestis alimentam suas identificações. Concluímos apostando na defesa da emergência de práticas e identidades sexo-diversas como artifícios potentes à desestabilização do padrão da dominação masculina para determinação de sexos e identidades.
Accomplished researches in male’s zone showed that certain groups’ accession and identification to some set of rules and behaviors, that define the human being, implies illness and submission to a regime that supposedly offer them advantages and power. Understand how different groups constitute themselves, concerning the sexual social division, become relevant, especially if we consider subjects that don’t obey the pattern that defines men and women’s behavior. This thesis looked for investigate love between individuals with different gender identity and sexual orientation, and male’s social representation, specifically: identify and analyze love between travestis, gay men and heterosexual men; capture prejudice and discrimination experiences lived due to gender identity and sexual orientation. The research was accomplished in two steps: semi structured interviews with 21 travestis; questionnaires, with open and closed questions, to 52 gay men, 40 heterosexual men and to 39 travestis. The collected data, on the first, round were submitted to the categorical thematic content analysis procedure. The collected data of the second round were made on the ALCESTE software. Heterosexual men represent masculinity from a evolutionary perspective, based on the biological and scientific point of view, that discards culture influences on the identity and sexual gender constitution. On the gay men we found approaches of the subjects representations to the hegemonic masculinity, tightly identified to the heterosexual men’s image, as well as the elements that now bring out approaches, sometimes detachment of that pattern. The travestis also utilize elements of the hegemonic masculinity’s idea to construct that representation, basing it on the construction of strong and manly men’s model, whereupon don’t identified themselves, but direct their desire. The three groups represent love as an element that is strange to masculinity, since that this is the object that belongs to the femininity. Love distances itself from the construction of heterosexual men’s social representation; it’s an weird and rowdy element to the gay men’s representation and value which corresponds to an ethics to the travestis’s group. In this sense, the prejudice and discriminations experiences almost don’t change the preparation of heterosexual’s representation; strongly influence the construction of men and women’s image, wherein gay men and travestis foster their identification. We conclude betting on the defense of practices and gender-diverse identities emergency as a potent device to the destabilization of male’s domination pattern to sex and identity determination.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/1292
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