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Title: Inércia da taxa de juros: teoria e evidência para a economia brasileira (2005-2013)
metadata.dc.creator: Silva, Manuel Joaquim da Natividade
Issue Date: 23-May-2014
Abstract: No âmbito da condução da política monetária, as funções de reação estimadas em estudos empíricos, tanto para a economia brasileira como para outras economias, têm mostrado uma boa aderência aos dados. Porém, os estudos mostram que o poder explicativo das estimativas aumenta consideravelmente quando se inclui um componente de suavização da taxa de juros, representado pela taxa de juros defasada. Segundo Clarida, et. al. (1998) o coeficiente da taxa de juros defasada (situado ente 0,0 e 1,0) representaria o grau de inércia da política monetária, e quanto maior esse coeficiente, menor e mais lenta é a resposta da taxa de juros ao conjunto de informações relevantes. Por outro lado, a literatura empírica internacional mostra que esse componente assume um peso expressivo nas funções de reação, o que revela que os BCs ajustam o instrumento de modo lento e parcimonioso. No entanto, o caso brasileiro é de particular interesse porque os trabalhos mais recentes têm evidenciado uma elevação no componente inercial, o que sugere que o BCB vem aumentando o grau de suavização da taxa de juros nos últimos anos. Nesse contexto, mais do que estimar uma função de reação forward looking para captar o comportamento global médio do Banco Central do Brasil no período de Janeiro de 2005 a Maio de 2013, o trabalho se propôs a procurar respostas para uma possível relação de causalidade dinâmica entre a trajetória do coeficiente de inércia e as variáveis macroeconômicas relevantes, usando como método a aplicação do filtro de Kalman para extrair a trajetória do coeficiente de inércia e a estimação de um modelo de Vetores Autorregressivos (VAR) que incluirá a trajetória do coeficiente de inércia e as variáveis macroeconômicas relevantes. De modo geral, pelas regressões e pelo filtro de Kalman, os resultados mostraram um coeficiente de inércia extremamente elevado em todo o período analisado, e coeficientes de resposta global muito pequenos, inconsistentes com o que é esperado pela teoria. Pelo método VAR, o resultado de maior interesse foi o de que choques positivos na variável de inércia foram responsáveis por desvios persistentes no hiato do produto e, consequentemente, sobre os desvios de inflação e de expectativas de inflação em relação à meta central.
Regarding the monetary policy conduction, the reaction functions estimated in many empirical studies – for the Brazilian economy and other economies – have shown a good fit to data. However, these studies also report that the explanatory power for the estimates improves considerably when it includes a component of interest rate smoothing, represented by the lagged interest rate. According to Clarida, et. al. (1998) the lagged interest rate coefficient (between 0,0 and 1,0) represents the degree of monetary policy inertia, and when it becomes higher the response of interest rates to all relevant information becomes lower. The international literature has shown that such a component plays a significant role in the reaction function, which means that the central banks set interest rates slowly and parsimonious over time. However, the Brazilian case is particularly interesting, because more recent studies have shown an increase of the inertial component, suggesting that the BCB has increased the degree of interest rate smoothing in recent years. In this context, rather than to estimate a forward looking reaction function for the Brazilian Central Bank from January 2005 to May 2013, the current study aims to seek answers for a possible dynamic causality relationship between the trajectory of the inertia coefficient and relevant macroeconomic variables. For this purpose, we applied the Kalman Filter method to extract the trajectory of the inertia coefficient and then we estimated a Vector Autoregressive model (VAR) including the path of such an inertia and relevant macroeconomic variables. In general, the result for both Kalman filter method and the estimated reaction functions showed a high degree of inertia and a small overall coefficients response, what is inconsistent with the theory. The main finding from the VAR method was that positive shocks of the inertia variable were responsible for positive deviations on the output gap which in turn caused persistent inflation and inflation expectation deviations from the target.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/1302
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