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Title: Entre rios, praias e planetas : travessias do congo da Barra do Jucu
metadata.dc.creator: Macedo, Inara Novaes
Issue Date: 29-Jun-2015
Abstract: O Espírito Santo abriga grande diversidade de expressões populares tradicionais que se dividem em grupos, saberes e celebrações. Uma das práticas mais evidentes são as bandas de Congo que abrangem grande parte do Estado e ganham cada vez mais notoriedade. A Barra do Jucu é uma das comunidades mais antigas do Espírito Santo, uma vila de pescadores que séculos atrás compunha parte da grande fazenda Araçatiba fundada pelos Jesuítas e administrada no século XIX pelo coronel Sebastião Vieira Machado. A diversidade cultural dessa região habitada por africanos, indígenas e europeus, propiciou o surgimento de práticas populares como a Marujada, a Folia de Reis e as Bandas de Congo, que persistem até hoje nos municípios de Cariacica, Vila Velha, Guarapari e Viana, no passado, pertencentes à grande fazenda Araçatiba. A formação do Congo na Barra do Jucu é resultado de rodas informais realizadas por conguistas de comunidades ribeirinhas vizinhas, promovidas principalmente pelo senhor Ignácio Vieira Machado, descendente do coronel Sebastião e lideradas por Alcides Gomes da Silva, descendente de negros africanos e açorianos habitantes da fazenda Araçatiba. Durante muito tempo essa prática foi marginalizada, mas atualmente o Congo é considerado um ícone da cultura capixaba. Essa ressignificação está ligada a um processo de valorização e projeção midiática que se iniciou nos anos 1980 e se intensificou nas décadas seguintes. Boa parte dos movimentos e eventos que estimularam esse processo ocorreu na comunidade da Barra do Jucu. Por outro lado, políticos, empresários, indústria do entretenimento e outros setores sociais, aproveitam cada vez mais dessa ascensão do Congo utilizando os grupos tradicionais para fins lucrativos e promocionais. De prática marginal até se tornar ícone cultural, o Congo da Barra do Jucu passou por fazendas, rios, praias e planetas. E sobre essas travessias não só geográficas, mas sociais, culturais e políticas é que este trabalho pretende refletir, além das práticas tradicionais dos grupos e seus usos, buscando trazer à tona as relações entre conguistas, instituições públicas e privadas, mídia e público.
The state of Espírito Santo has diversity of popular demonstrations which are divided into groups, knowledge and celebrations. One of the most obvious practical are the bands of Congo, that cover much of the State and are increasingly notoriety. The Barra do Jucu is one of the oldest communities of the Espírito Santo, a fishing village that centuries ago consisted of the large farm Araçatiba founded by the Jesuits and administered in the nineteenth century by Colonel Sebastião Vieira Machado. The cultural diversity of this region inhabited by Africans, Indians and Europeans, has given rise to popular practices such as Marujada, Folia de Reis and Congo bands, which persist to this day in the municipalities of Cariacica, Vila Velha, Guarapari and Viana, in past, belonging to large farm Araçatiba. The formation of the Congo in Barra do Jucu is the result of informal wheels made by conguistas neighboring riverine communities, promoted mainly by Mr. Ignacio Vieira Machado, a descendant of Colonel Sebastian and led by Alcides Gomes da Silva, descended from black Africans and Azoreans, inhabitants of Araçatiba farm. For a long time this practice has been marginalized, but currently the Congo is considered an icon of capixaba culture. This resignification is linked to a process of recovery and media projection that began in the 1980s and intensified in the following decades. Much of movements and events that stimulated this process occurred in Barra do Jucu community. On the other hand, politicians, businessmen, the entertainment industry and other sectors of society, enjoy more and more of this ascension of Congo using traditional groups to profit and promotional purposes. Marginal practice until it becomes cultural icon, the Congo's Barra do Jucu passed farms, rivers, beaches and planets. And on these crossings not only geographical but social, cultural and political is that this work is intended to think, beyond the traditional practices of groups and their use, seeking to emphasize the relationship between conguistas, public and private institutions, media and public.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/1432
Appears in Collections:PPGA - Dissertações de Mestrado

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