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Title: Análise da concordância de um teste rápido treponêmico com um teste VDRL com vistas ao seu emprego na triagem reversa da sífilis em gestantes durante o pré-natal no Brasil
metadata.dc.creator: Degaut, Andressa Bolzan
Keywords: Sífilis;Cuidado pré-natal;Gestantes
Issue Date: 2013
Abstract: Introdução: Este estudo utilizou como fonte de dados as informações obtidas no Estudo Sentinela Parturientes 2010/1011 do Ministério da Saúde. Objetivos: Analisar a concordância de um teste rápido treponêmico com um teste VDRL e com o fluxograma de testes utilizados na rotina laboratorial para diagnóstico de sífilis no Brasil. Avaliar a frequência do cumprimento das recomendações do protocolo ministerial preconizado para o diagnóstico da sífilis durante o pré-natal e parto. Métodos: Foram selecionadas amostras de soro de 2.426 parturientes, de um total de 38.393, que preencheram os critérios para coleta de sangue: teste rápido reagente para sífilis no momento da internação ou ausência de testagem para sífilis durante o pré-natal. Estas amostras eram enviadas para o laboratório de referência do estudo onde realizava-se o teste VDRL e se reagente, realizava-se o teste TPHA - Fluxograma do estudo. O teste Kappa foi utilizado para análise de concordância entre os testes rápido e VDRL. Calculou-se também o percentual de concordância entre os resultados finais do fluxograma e teste rápido realizado na maternidade. A análise descritiva dos resultados do estudo incluiu dados sócio-demográficos das parturientes e informações sobre as consultas de pre-natal. Resultados: O teste rápido treponêmico apresentou concordância de 83,4% (Kappa), quando comparado ao teste não treponêmico VDRL. O teste rápido foi positivo em 95,6% das 298 parturientes que tiveram laudo laboratorial reagente para sífilis de acordo com o fluxograma utilizado (VDRL e TPHA reagente). Das 303 parturientes reagentes para sífilis no estudo, 32,3% estavam na faixa etária de 30 a 39 anos, 38% apresentaram grau de escolaridade entre a 5ª e 8ª série incompleta do ensino fundamental e 51,7% eram da raça/cor parda. A grande maioria das parturientes (91.7%) realizaram o pré-natal, 74,3% (225) realizaram o teste 1 de VDRL, sendo que destas, 41,3% tinham resultado não reagente. Das 38,3% (116) gestantes que realizaram o teste 2 de VDRL, 36,2% ainda tinham resultado não reagente neste. Conclusão: O teste rápido treponêmico apresentou concordância excelente com o VDRL e, diante da ampliação da sua utilização no pré-natal, pode ser considerado como parâmetro para indicar o início imediato do tratamento para sífilis em gestantes. Devido ao alto percentual de concordância (95,6%) com o laudo laboratorial (VDRL e TPHA positivos), o TR pode aumentar a resolutividade no diagnóstico e tratamento das gestantes, ainda na consulta pré-natal, sem necessidade de aguardar o diagnóstico laboratorial. Considerando as mulheres reagentes no momento do parto, podemos concluir que as gestantes ainda estão adquirindo sífilis durante a gestação e que o cumprimento do protocolo ministerial para as duas sorologias durante o pré-natal e também no momento do parto, deve ser ampliado. Neste contexto, o teste rápido pode desempenhar um papel fundamental para promover o diagnóstico precoce das gestantes e consequente tratamento adequado, visando a quebra da cadeia de transmissão da doença e redução da sífilis congênita.
Introduction: The present study used information from the Sentinel Childbirth Study for 2010/2011 (Estudo Sentinela Parturientes) under the Ministry of Health as source of data. Objectives: To analyze the concordance of a rapid treponemal test with a VDRL test and with laboratory routine flow sheet testing used for syphilis diagnosis in Brazil. To assess how often the ministerial protocol recommendations for syphilis diagnosis during the mother’s prenatal and delivery periods have been complied. Methods: serum samples from 2.426 women ready to give birth were selected out of a total of 38.393, who met the criteria for blood sampling: positive results for syphilis diagnosed by means of rapid test at the time of admission in a hospital or the absence of a syphilis screening during prenatal period. These samples were sent to the study reference laboratory where the VRDL test would be carried out. In case of a positive finding, the test TPHA – study flow chart, would be carried out. The Kappa test was used to analyze the concordance between rapid and VDRL tests. The frequency of agreement between the final results of the flow chart and the rapid test performed at the maternity hospital was also calculated. The descriptive analysis of the study results also includes socio-demographic data from the women ready to give birth and information on prenatal medical consultations. Results: The rapid treponemal test presented a concordance of 83.4% (Kappa) when compared to the non-treponemal VDRL test. The rapid test was positive to 95.6% of the 298 expectant mothers who had a syphilis positive laboratory result according to the procedures used (VDRL and reagent TPHA). Of the 303 expectant mothers with a positive result for syphilis, 23.3% were between 30-39 years old; 38% were between the 5th and the 8th grade (incomplete) of middle school or its equivalent; and 51.7% were brown-skinned individuals. Most of the expectant mothers (91.7%) had prenatal tests performed; 74.3% (225) had the test 1 for VDRL, of which 41.3 had a non-reactive result. Of the 38.3% (116) expectant mothers who got the test 2 for VDRL, 36.2% had a non-reactive result. Conclusion: The rapid treponemal test presented an outstanding concordance with the VDRL test, and considering the growth in its use during the prenatal period, it can be considered as a parameter to indicate the immediate beginning of treatment for syphilis in expectant mothers. Due to the high frequency of agreement (95.6%) with laboratory results (VDRL e positive TPHA), the rapid test can improve diagnosis and treatment to expectant mothers during prenatal medical consultations, with no need to wait for the laboratory result. Considering women with a positive result at the delivery moment, we can conclude that expectant mothers are still acquiring syphilis during pregnancy. We can also conclude that the compliance of the ministerial protocols for both tests during prenatal period and at the delivery moment should be broadened. In this context, the rapid test can perform a crucial role in promoting early diagnosis for expectant mothers and provide the due treatment, aiming to reduce congenital syphilis and to break the syphilis transmission chain.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/1614
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