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Title: Infâncias e Educação Infantil: redes de "sentidosproduções" compartilhadas no currículo e potencializadas na pesquisa com as crianças.
metadata.dc.creator: NUNES, K. R.
Keywords: Educação pré-escolar;Currículo;Infância;
Issue Date: 16-Oct-2012
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: NUNES, K. R., Infâncias e Educação Infantil: redes de "sentidosproduções" compartilhadas no currículo e potencializadas na pesquisa com as crianças.
Abstract: O textotese se dedica a compreender as relações engendradas entre os conceitosterritórios criança, infância e educação infantil. Como objetivo principal, busca problematizar, relacionar e conectar redes de sentidosproduções a esses conceitos a fim de rasurar os seus contornos e compreensões hegemônicas e, nesse permanente movimento de des-reterritorialização, atualizar suas relações pensando no que eles juntos têm se tornado. Para tanto, se lança em um duplo investimento: o primeiro consiste na produção de um estado do conhecimento dos estudos da Pós-Graduação em Educação que abordam esses conceitos em diálogo com a filosofia da diferença (especialmente no trabalho com Deleuze e Deleuze e Guattari). Reúne treze artigos publicados na Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), três artigos veiculados na Revista Brasileira de Educação (RBE) e doze teses e dissertações de programas de Pós-Graduação em Educação. O segundo investimento consiste na pesquisa realizada em um CMEI no município de Cariacica, no decorrer do ano 2011, que manteve atenção especial às conversações realizadas com as sessenta crianças com idade entre quatro e cinco anos, matriculadas nas três turmas do turno vespertino. Utiliza, como aporte teórico-metodológico, linhas de pensamento tecidas na interseção da pesquisa com o cotidiano escolar (ALVES 2008a, 2008b, AZEVEDO 2008, FERRAÇO 2003, 2007, 2008) e da cartografia (KASTRUP 2007, DELEUZE; GUATTARI, 1995). Emprega diferentes instrumentos de pesquisa, tais como: o diário de campo, os registros fotográficos e fílmicos, as conversas com adultos e crianças e as brincadeiras de entrevista criadas no movimento da pesquisa. Entre as linhas de segmentaridade que estratificam, organizam, desterritorializam e produzem fuga nesses diferentes conceitos, zonas de intensidade contínua multiplicaram os conceitos em oito platôs, numa produção rizomática que busca extrapolar uma imagem de acabamento ou completude a fim de apostar em uma composição que se inventa em negociação com as crianças. Ao cartografar o desejo e as produções das crianças, mantém atenção às lógicas infantis que por vezes não fazem conexão com as deste, mas ampliam a compreensão sobre elas, sobre os seus mundos e sobre os modos como se pode relacionar com elas para além do conhecimento que se tem acumulado ou que se considera válido. Assim, mostraram-se relevantes as discussões que, na intercessão desses conceitos, os atualizam considerando a escola como espaço de encontro, de brincadeiras com os amigos, de viver diferentes infâncias do conhecimento (ao estudar, ler, escrever, pintar, desenhar, brincar, inventar, fabular, enamorar), de ampliar a temporalidade chronológica com a temporalidade aiônica, de provocar experiências que considerem o povocriança em suas singularidades e diferenças, de ampliar a compreensão de infância observando sua dimensão de duração e virtualidade, de provocar diálogos com as brincadeiras infantis, de considerar as modelações infantis e escolares à luz do choro, da insatisfação das crianças e de outras linhas que fogem para todos os lados. Assume, assim, que as crianças, muito mais intensamente que os adultos, convocam, instigam, desafiam, convidam a compartilhar com elas outras redes de sentidosproduções, novas exigências, outras possibilidades para os espaçostempos escolares. A des-re-territorialização desses conceitos consiste numa aposta política, em um desejo de mudança, que considere a necessidade de adultos e crianças se recriarem ao mesmo tempo, de compor em superfície linhas que horizontalizem suas relações, a fim de que tenham espaço tanto as demandas das crianças quanto da criança que existe em nós.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/2151
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