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Title: A ESCOLA DE APRENDIZES ARTÍFICES DO ESPÍRITO SANTO E A REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL (1909-1930)
metadata.dc.creator: SILVA, S. S.
Keywords: Rede Federal de Educação Profissional
Issue Date: 24-Apr-2013
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: SILVA, S. S., A ESCOLA DE APRENDIZES ARTÍFICES DO ESPÍRITO SANTO E A REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL (1909-1930)
Abstract: A pesquisa objetivou investigar historicamente a Rede Federal de Educação Profissional, com foco na Escola de Aprendizes Artífices no Espírito Santo (EAAES), entre os anos de 1909 a 1930, sua criação e manutenção, considerando as intencionalidades, funcionalidades e ações gestadas. Partimos do pressuposto de que essa Rede, tendo como representantes iniciais, as Escolas de Aprendizes Artífices (EAAs), criada em 1909 por meio do Decreto 7.566, de 23 de setembro, pelo Presidente Nilo Peçanha, foi um dentre outros projetos que estavam inseridos num propósito maior que era construir a nação brasileira a partir da ideia de modernidade corrente na época. Dessa forma, procuramos identificar quais representações de progresso, de trabalho e de educação foram apropriadas pela intelectualidade que defendeu a criação dessas escolas e quais ações (práticas) foram gestadas a partir dessas representações apropriadas. Para tanto, nos baseamos no pensamento de Roger Chartier e privilegiamos as seguintes fontes: legislação referente às EAAs; relatórios do Ministério dos Negócios da Agricultura, Indústria e Comércio; relatórios e mensagens dos Presidentes do Estado do Espírito Santo; e documentos produzidos pela EAA-ES. Concluímos que uma primeira geração da intelectualidade republicana idealizou a Rede Federal de Educação Profissional e pensou suas intencionalidades; que uma segunda geração criou as EAAs e definiu suas funcionalidades num momento de desencanto com os rumos que a jovem República estava tomando; e uma terceira geração, denominada modernista, remodelou as EAAs objetivando tornar o ensino profissional mais eficiente. Dessa forma, outras funcionalidades foram reveladas para as EAAs, ao longo de nossa pesquisa, que justificam sua distribuição em cidades que pouco ou nada haviam avançado em termos de industrialização, como era o caso de Vitória, capital do estado do Espírito Santo, que também recebeu uma unidade dessa instituição. Isto é, mais do que preparar mão de obra para a indústria, as EAAs foram utilizadas para disseminação de uma nova ordem, onde o objetivo da instituição era adestrar uma massa de trabalhadores, moldá-los na perspectiva do trabalho disciplinado e da manutenção da ordem. Com relação à EAA-ES, observamos que, de maneira geral, apresentou as mesmas dificuldades na execução de suas funcionalidades que as suas congêneres: falta de pessoal capacitado para atuar nas oficinas, prédios inapropriados, grande evasão dos 7 aprendizes; e dificuldade de apropriação pela população dos benefícios da instituição. Ainda com relação à EAA-ES, observamos curiosa tentativa de apagamento dessa por parte do governo do estado do Espírito Santo.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/2391
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