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Title: A sexualidade e o controle do corpo no Scivias e no Causae et Curae de Hidelgarda de Birgen (século XII)
metadata.dc.creator: SOUZA, J. A.
Issue Date: 28-Jun-2013
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: SOUZA, J. A., A sexualidade e o controle do corpo no Scivias e no Causae et Curae de Hidelgarda de Birgen (século XII)
Abstract: Durante o século XII, no Império Germânico surge uma religiosa beneditina, Hildegarda de Bingen (1098-1179) que travará um confronto através de suas obras escritas visando a situação sócio-política e espirituais do Império. Uma luta para reformar a situação do laicato e do clero do Império Germânico que persiste e que ameaça manchar as estruturas da Ecclesia, da Igreja de Roma. Hildegarda se coloca dentro de uma perspectiva reformista gregoriana, embora viva no século posterior ao início deste movimento. Contudo, persistem os problemas que afetam a Igreja na Alemanha: a simonia, o nicolaismo ou o casamento dos padres, entre outros problemas que incomodavam Hildegarda e outros reformistas. Nossa pesquisa versará sobre um recorte destas questões reformistas, as que dizem respeito à sexualidade sob a perspectiva hildegardiana, no Scivias e no Causae et curae. A sexualidade sob o ponto de vista desta monja do século XII contrapõe em seus textos contradições e divergências. Nosso objetivo é compreender a perspectiva de Hildegarda e apresenta-la ao público leitor. Ela conciliava duas concepções, uma concepção naturalista e que aceitava a sexualidade como um fato natural e outra concepção mais conservadora, que via na sexualidade uma mera via para a reprodução e a criação dos filhos, ambas, contudo, centravam-se na tese agostiniana da finalidade reprodutiva da sexualidade conjugal. Quanto à divisão clero e laicos, ela é acentuada e Hildegarda estabelece uma hierarquia que coloca os primeiros no topo, devido a sua distância dos fluxos corporais, o sangue e o sêmen, que nada mais é do que sangue transformado devido ao calor provocado pelo desejo. Os laicos, legitimados enquanto casados, ficam na base daqueles que estão aptos à salvação, mas o seu mérito é menor e receberão menos no fim dos tempos. O máximo mérito é dos virgens e continentes, ou seja, dos monges, seguidos dos sacerdotes celibatários, contanto que obedeçam aos preceitos e mantenham-se em sua ordem.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3491
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