Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3630
Title: MAPEAMENTO PARTICIPATIVO EM UM CONTEXTOS DE CONFLITO TERRITORIAL: E EXPERIÊNCIA COM A POPULAÇÃO INDÍGENA DA CHAPADA DO Á, ANCHIETA-ES-BRASIL
metadata.dc.creator: RONQUETTE, M. E. T.
Keywords: mapeamento participativo;Chapada do Á;conflito territorial
Issue Date: 4-May-2015
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: RONQUETTE, M. E. T., MAPEAMENTO PARTICIPATIVO EM UM CONTEXTOS DE CONFLITO TERRITORIAL: E EXPERIÊNCIA COM A POPULAÇÃO INDÍGENA DA CHAPADA DO Á, ANCHIETA-ES-BRASIL
Abstract: A pesquisa trata da experiência de mapeamento participativo com uma comunidade autoidentificada indígena, da etnia Tupiniquim. A comunidade em questão é a Chapada do Á, município de Anchieta (ES), que se encontra num contexto de conflitos territoriais decorrente das tentativas de implementação de empresas siderúrgicas na região. Visando contribuir com um instrumento que pudesse ampliar as possibilidades de mobilização da comunidade para suas lutas, desenvolvemos junto à mesma uma experiência de mapeamento participativo, que também serviu como base para discutir questões de caráter metodológico. Lançamos mão de relatos orais para compreender o contexto no qual se insere a comunidade, bem como o processo de constituição da identidade territorial. E, a partir da revisão da literatura, sistematizamos discussões sobre conceitos fundamentais da geografia requeridos para a análise e sobre o mapeamento participativo. Concluímos que um dos principais obstáculos para o desenvolvimento da prática de mapeamento participativo é o fator tempo, pois este influencia em outros âmbitos fundamentais às atividades participativas, como o estabelecimento de confiança, a participação dos atores em si e o desvelamento das relações de poder e o treinamento dos participantes para o uso das ferramentas, principalmente de SIG. Além disso, o papel da facilitação também influencia fortemente nos pontos citados, em especial à participação de diferentes grupos dentro de uma comunidade. Atenção maior deve ser dada às etapas iniciais do mapeamento participativo e destacamos aqui uma maior necessidade de se refletir a legenda, exercício que deve perdurar ao longo do processo. Por outro lado, a prática de mapeamento participativo abre espaço para a troca de conhecimento tradicional e se configura como uma arena para discussão sobre o território. Por fim, compreendemos que o mapeamento participativo, quando utilizadas ferramentas da cartografia tradicional, pode afetar a compreensão espacial dos participantes de comunidades tradicionais, no entanto, os reinsere em mapas estatais vazios.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3630
Appears in Collections:PPGGEO - Dissertações de mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
tese_9010_MariaElisa20151203-150400.pdf12.66 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.