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Title: Enunciação Proverbial: a Inscrição de Subjetividade e Suas Relações na Construção dos Sentidos.
metadata.dc.creator: CLARA, V. L. S.
Keywords: provérbios;linguística;subjetividade
Issue Date: 20-Sep-2012
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: CLARA, V. L. S., Enunciação Proverbial: a Inscrição de Subjetividade e Suas Relações na Construção dos Sentidos.
Abstract: Tendo como foco a enunciação proverbial como estratégia de produção de subjetividades, buscam-se evidenciar os movimentos articulatórios, que se estabelecem na e pela intertextualidade proverbial apontando, nessa articulação, uma estratégia em que o sujeito se faz revelar, contrariando a tese de que não há subjetividade no provérbio. A evidência da presença de subjetividade na enunciação do provérbio pode ser notada nas práticas cotidianas de linguagem, principalmente nas interlocuções da fala espontânea. A importância das expressões proverbiais como produtoras de interação, em qualquer situação de uso, é um fato sobre o qual não cabem questionamentos, dada a funcionalidade enunciativa, que caracteriza essas formas concisas de expressão. A possibilidade de composição de imagem ao enunciador também é um elemento que se pode atribuir ao seu uso, pelo status de sabedoria popular e de sua forma poética e familiar. Essa estratégia é observada com propriedade em textos narrativos pela caracterização de uma estrutura que permite trabalhar melhor os diálogos estabelecidos pela inserção da voz proverbial, configurando uma compatibilidade natural de ambiência, que dispensa o emprego de formas canônicas de indicação de alteridade. Esse processo de articulação produz movimentos no interior da enunciação, repercutindo na dinâmica do texto. A análise do texto mostrou um quadro de ocorrências proverbiais pouco comuns em outras situações enunciativas, reforçando a tese da compatibilidade e cumplicidade entre interlocutores, como premissa para o seu emprego. As teorias que dão suporte à investigação são provenientes da Teoria da Enunciação e estão amparadas nos conceitos de subjetividade enunciativa proposto por Benveniste com diálogo com conceito de interação dialógica postulados por Bakhtin.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3753
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