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Title: Influência do Gênero Sobre a Regurgitação Aórtica, Deposição Lipídica e Senescência Vascular em Camundongos Idosos Ateroscleróticos
metadata.dc.creator: PEREIRA, T. M. C.
Issue Date: 14-May-2009
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: PEREIRA, T. M. C., Influência do Gênero Sobre a Regurgitação Aórtica, Deposição Lipídica e Senescência Vascular em Camundongos Idosos Ateroscleróticos
Abstract: Apesar de exaustivas evidências sobre as diferenças de desempenho cardiovascular de acordo com a idade, o impacto do gênero associado a senilidade carecem de maiores esclarecimentos. Tais investigações seriam importantes porque as diferenças relacionadas ao gênero no envelhecimento podem explicar, em parte, a maior longevidade das mulheres e fêmeas na maioria dos mamíferos. Nosso objetivo foi investigar em camundongos idosos alterações morfo-fisiológicas relacionadas ao gênero e dislipidemia através da angiografia, análises histológicas e ensaios enzimáticos. Foram usados camundongos de 18 meses de idade, separados nos grupos: C57 (fêmeas:n=26; machos:n=22; ovariectomizadas:n=10) e ApoE (fêmeas:n=28 e machos:n=23; ovariectomizadas: n=7). Após cateterização carotídea, foi realizada a angiografia para análise de diâmetro interno (DI), regurgitação aórtica (RA) entre outros parâmetros. A seguir, os animais foram submetidos a ensaios histológicos ou bioquímicos para detecção de áreas de deposição lipídica (DL), senescência vascular (SV) e colesterolemia. Dados expressos como média ± EPM e para análise estatística, foram feitos teste t de Student ou ANOVA de 1 via, seguidas de post hoc de Tukey (*p<0,05). A angiografia não detectou diferença entre os graus de DI nos animais C57 e ApoE nem na velocidade de fluxo (95,4 ± 6,2 vs 102 ± 5,7 mm/s, respectivamente). Após a histologia, confirmou-se o aumento de diâmetro externo nos animais ApoE (2617 ± 149 mm2) quando comparados ao C57 (1396 ± 159 mm2, p<0,001). Quanto à avaliação histoquímica da aorta, apenas os animais ApoE machos apresentaram severa DL (C57 fêmea: 0.11 ± 0.01, C57 macho: 0.12 ± 0.01, apoE fêmea: 0.21 ± 0.04 e ApoE machos: 0.35 ± 0.05* cm2) e SV (0.01 ± 0.008, 0.016 ± 0.01, 0.025 ± 0.02 e 0.19 ± 0.08* cm2, respectivamente), havendo uma correlação com a colesterolemia dos grupos C57 (fêmea: 81 ± 4 vs. macho: 96 ± 6 mg/dL) e ApoE (fêmea: 336 ± 32* vs. macho: 650 ± 92* mg/dL). Em relação a RA, observou-se um maior grau em machos quando comparados às fêmeas tanto no grupo C57 (fêmea: 0.7 ± 0.24 vs. macho: 3 ± 0.24*) quanto no ApoE (fêmea: 0.8 ± 0.2 vs. macho: 2.3 ± 0.3*). A análise histológica evidenciou uma boa correlação entre RA e espessura valvar, sem repercussões cardíacas patológicas ou compensatórias. Após 12 meses, as fêmeas ovarectomizadas C57 e ApoE não apresentaram qualquer diferença em relação aos respectivos grupos de fêmeas, tanto na DL, SV, colesterolemia ou RA. Portanto, nossos dados sugerem uma importante participação do gênero na progressão das lesões cardiovasculares, mostrando assim que fatores endógenos/genéticos podem ser essenciais para a progressão das doenças cardiovasculares.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5166
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