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Title: Distribuição Espacial da Comunidade Perifítica no Rio São Mateus, Espírito Santo, Brasil.
metadata.dc.creator: PEREIRA, T. A.
Issue Date: 14-Feb-2012
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: PEREIRA, T. A., Distribuição Espacial da Comunidade Perifítica no Rio São Mateus, Espírito Santo, Brasil.
Abstract: O rio São Mateus, principal manancial de abastecimento da cidade de São Mateus, vem sendo usado como receptor de efluentes domésticos e industriais. O presente estudo objetivou avaliar a estrutura, dinâmica da comunidade perifítica e as características limnológicas de um trecho do rio São Mateus, submetido a diferentes condições ambientais e verificar as diferenças dos dados bióticos e abióticos entre as estações amostrais. Foram realizadas quatro amostragens com intervalos semanais nos meses de setembro e outubro de 2010 (08,15, 22/09 e 01/10) em seis estações amostrais: duas a montante da cidade de São Mateus (E1, E2), duas ao longo da cidade (E3, E4) e duas a jusante da cidade (E5, E6). Para a caracterização limnológica foram determinados: transparência da água, limite inferior da zona eufótica, profundidade máxima, condutividade elétrica, turbidez, pH, concentração dos sólidos totais em suspensão e os principais nutrientes (nitrogênio total, nitrito, nitrato, íon amônio, silicatos, ortofosfato e fósforo total). O perifíton foi coletado de raízes de Eichhornia crassipes (Mart.) Solms. removido por raspagem, com pincéis e jatos de água destilada e fixado e preservado com solução de formalina a 4% (análises qualitativa) e com solução de lugol acético a 0,5% (análise quantitativa). A estrutura da comunidade perifítica foi avaliada com base nos seus principais atributos: riqueza de táxons, densidade total e por Classe, diversidade específica, equitabilidade, abundância, dominância, A biomassa perifítica foi estimada através da clorofila a, biovolume, massa seca, massa seca livre de cinzas e cinzas. O teste não paramétrico Kruskall-Wallis foi aplicado para verificar diferenças significativas (p = 0,05) entre os valores médios das variáveis bióticas e abióticas ao longo das estações amostrais. A Análise multivariada em Componentes Principais (ACP) foi utilizada para verificar a variação longitudinal em relação às variáveis abióticas. A influência das variáveis abióticas sobre as variáveis bióticas foi avaliada através da análise de correspondência canônica (ACC), com significância pelo teste de Monte Carlo (p = 0,05). O rio São Mateus caracterizou-se por apresentar águas neutras a levemente alcalinas em todas as estações amostrais. Turbidez, condutividade elétrica, sólidos totais em suspensão, ortofosfato, fósforo total, nitrito, íon amônio, nitrogênio total das estações amostrais a jusante da cidade diferiram daquelas das demais estações, conforme evidenciado na Análise de Componentes Principais (ACP). Maior riqueza de táxon e densidade total da comunidade perifitica também foram registradas nas estações amostrais ao longo e a jusante da cidade de São Mateus, com maior contribuição das Classes Bacillariophyceae (riqueza) e Cyanophyceae (densidade total) em todas as estações amostrais. Maiores valores de clorofila a foram registrados em E1, sendo que os valores médios de clorofila a da estação E2 diferiram de E1, E3 e E4, enquanto o biovolume total apresentou valores mais elevados em E4 e E3. Bacillariophyceae e Cyanophyceae foram as classes que mais contribuíram para o biovolume total. Quanto aos valores de massa seca perifítica, a parte inorgânica (cinzas) se apresentou mais elevada, principalmente nas estações amostrais ao longo e a jusante da cidade de São Mateus, a parte inorgânica da estação E2 diferiu de E6. No rio São Mateus houve aumento nos valores das principais variáveis ambientais das estações ao longo da cidade e principalmente a jusante, a biomassa e a densidade perifítica foram influenciadas pelos nutrientes (fósforo e nitrogênio), assim como pela turbidez, como constatado pela CCA, sugerindo que a entrada de material alóctone, proveniente principalmente das atividades antrópicas (piscicultura intensiva e lançamento de efluentes domésticos e industriais) alteram a qualidade da água (como evidenciado na PCA), assim como as comunidades presentes.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5206
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