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Title: A ordem Ephemeroptera (Insecta) como indicadora de áreas prioritárias para conservação no Espírito Santo
metadata.dc.creator: MASSARIOL, F. C.
Issue Date: 20-Feb-2013
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: MASSARIOL, F. C., A ordem Ephemeroptera (Insecta) como indicadora de áreas prioritárias para conservação no Espírito Santo
Abstract: Os Ephemeroptera passam grande parte do ciclo de vida como ninfas em corpos dágua, já os adultos são terrestres e a maioria das espécies vive de poucas horas a alguns dias. Estudos realizados em corpos dágua de diversas ordens na Mata Atlântica mostram como estes organismos são diversos e abundantes. Atualmente, este Bioma no Espírito Santo passou a ocupar apenas 9% de sua cobertura original. As Unidades de Conservação são instrumentos fundamentais à conservação da biodiversidade. Porém, muitas vezes, critérios inadequados são levados em consideração para a criação das mesmas. Um dos critérios a serem utilizados para a indicação é que estas estejam localizadas em uma área de endemismo. Vários métodos biogeográficos têm sido empregados para se detectar as áreas de endemismo, como a Análise de Parcimônia de Endemismo (PAE) e o Método de Análise de Rede (NAM). O objetivo deste trabalho foi apontar áreas prioritárias para conservação no Espírito Santo a partir da análise de dados da ordem Ephemeroptera através de métodos biogeográficos. Além de incrementar o conhecimento acerca da fauna da ordem no estado. Com base na literatura e nos espécimes analisados, o Espírito Santo passou a contar com 112 espécies, 48 gêneros e nove famílias. Foram registradas pela primeira vez para o estado 14 espécies e cinco gêneros; para a Região Sudeste oito espécies e para a Região Neotropical uma espécie exótica (Cloeon smaeleni). Além disso, foram encontras 13 espécies novas para a ciência. Foram definidas para o Espírito Santo quatro áreas de distribuição de táxons exclusivos. Os resultados das três análises foram em grande parte congruentes, principalmente as da PAE por se tratarem do mesmo método utilizado. Das quatro áreas de distribuição de táxons exclusivos encontradas para o estado, duas possuem seis unidades cada e as outras duas apresentam apenas uma Unidade de Conservação. As áreas de distribuição de táxons exclusivas do sul do estado estão bem representadas pelas APCs, o mesmo não ocorre para o norte, que apresenta apenas uma APC. Assim sendo, recomenda-se a ampliação das áreas prioritárias para conservação já existentes para que estas englobem os pontos de distribuição de táxons exclusivos definidos neste trabalho.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5221
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