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Title: Sucessão Ecológica pós fogo em fragmentos de Mata Atlântica sobre tabuleiros costeiros no sudeste do Brasil.
metadata.dc.creator: COSTA, M. B.
Issue Date: 21-Feb-2014
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: COSTA, M. B., Sucessão Ecológica pós fogo em fragmentos de Mata Atlântica sobre tabuleiros costeiros no sudeste do Brasil.
Abstract: Em face da escassez de estudos referente à sucessão ecológica pós-fogo e as queimadas serem um problema recorrente em florestas estacionais secas, um levantamento florístico e estrutural foi realizado com o objetivo de avaliar a sucessão ecológica em três trechos queimados de Mata Atlântica no norte do Espírito Santo, e responder as seguintes questões: Como ocorre a sucessão ecológica pós-fogo nos três trechos estudados? Existem diferenças edáficas entre as áreas e essas diferenças influenciam o processo sucessional? Dessa forma, foram propostas as hipóteses: 1) O fragmento queimado mais recentemente (14 anos) apresenta valores de biomassa (área basal e volume), diversidade e riqueza de espécies inferiores aos dois fragmentos queimados a cerca de 25 anos; 2) Todos os três fragmentos estudados encontram-se ainda com a florística e estrutura bem distinta da mata madura; 3) Os três trechos apresentam diferenças nos parâmetros físico-químicos dos solos e estes influenciam no processo de recuperação. Para tanto, foram selecionados três porções queimadas, uma com 14 anos e duas após 23 anos, localizadas nas Rebios de Sooretama (SO), Córrego do Veado (CV) e Córrego Grande (CG), respectivamente. Em cada uma foram instaladas sistematicamente cinco parcelas de 25 m x 25 m. Todos os indivíduos vivos ou mortos com DAP≥5,0 cm foram amostrados. Um total de 1.248 indivíduos vivos, distribuídos em 226 espécies, 137 gêneros e 49 famílias foram registrados e 89 indivíduos mortos (7,1%). Anacardiaceae, Annonaceae, Arecaceae, Euphorbiaceae e Fabaceae foram as famílias de maiores valores de cobertura. Fabaceae apresentou os maiores valores de riqueza de espécies nos fragmentos avaliados. As dez espécies de maior valor de cobertura variaram entre os fragmentos, entretanto Annona dolabripetala, Astronium concinnum, Joannesia princeps e Polyandrococos caudescens foram as mais importantes para os três trechos. Um baixo percentual de espécies pioneiras e uma predominância de espécies zoocóricas foi observado. Quanto à similaridade de espécies, CG foi o fragmento de menor similaridade. Os 10 anos de diferença no tempo sucessional entre SO e os demais não interferiu na densidade, diâmetro, área basal e volume, que foram semelhantes entre elas. Porém, o mesmo não ocorreu para a riqueza e diversidade, que foi menor para SO. Além disso, SO foi menor que CG na quantidade de árvores perfilhadas e maior que CV e CG em relação ao número de árvores mortas. Houve uma predominância da categoria de baixa infestação de lianas, mas SO apresentou maior infestação. Foi observado um padrão florístico e estrutural e as maiores diferenças foram relacionadas com CG. A colonização de espécies arbóreas e alguns aspectos estruturais nos três trechos parecem estar sendo influenciado principalmente por fatores abióticos como clima e solo. Os fragmentos, apesar de secundários e em estádio inicial de sucessão, encontram-se em processo de recuperação pós-distúrbio, embora ainda com uma florística e estrutura bem distinta da mata madura. Para a área de SO, o controle de lianas poderia acelerar o processo, pois foi a que apresentou os maiores índices de presença de lianas.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5225
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