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Title: Efeito da exposição a alta luminosidade no desempenho fotoquímico de Cattleya guttata (CAM) e Miltonia spectabilis (C3) - Orchidaceae
metadata.dc.creator: MARCARINI, L.
Issue Date: 14-Apr-2016
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: MARCARINI, L., Efeito da exposição a alta luminosidade no desempenho fotoquímico de Cattleya guttata (CAM) e Miltonia spectabilis (C3) - Orchidaceae
Abstract: Cattleya guttata Lindll. e Miltonia spectabilis Lindll. (Orquidaceae) são epífitas que possuem metabolismo de fixação de carbono CAM e C3, respectivamente. Assim como todas as plantas, as epífitas têm o crescimento e desenvolvimento diretamente influenciados pela luz. Entretanto, em excesso, a luz pode provocar fotoinibição, a qual, dependendo da intensidade dos danos causados no aparato fotossintético, pode ser dinâmica ou crônica. O presente estudo teve por objetivo analisar o desempenho fotoquímico de C. guttata e M. spectabilis expostas à alta luminosidade em diferentes intervalos de tempo. Para isso, plantas cultivadas em casa de vegetação (220 ± 9,3 μmol m-2s-1) foram transferidas para ambiente aberto, sob irradiância de 2330 ± 76 μmol m-2s-1 durante 5, 35 e 120 minutos (considerados como tratamentos T5, T35 e T120). Plantas mantidas na casa de vegetação foram utilizadas como controle. As análises da fluorescência da clorofila a foram realizadas no intervalo de: -5 (medida realizada, cinco horas antes da exposição das plantas a luz solar plena), 0 (medida realizada logo após a exposição das plantas a luz solar) e 1, 5, 19, 43 e 93 h (horas decorridas após a exposição das plantas, a fim de avaliar a recuperação). Foram analisadas: a concentração de pigmentos fotossintéticos, as curvas OJIP, banda L, K e os parâmetros do teste JIP. A concentração de pigmentos fotossintético foi maior em M. spectabilis. Porém, este resultado não conferiu à espécie melhor desempenho fotoquímico em relação à C. guttata. Curvas com amplitude positiva para a banda L foram obtidas em ambas as espécies em todos os tratamentos, indicando perdas de conectividade energética. Observou-se, também, o aparecimento da banda K com valores positivos em T5 e T35 e negativos em T120, mostrando uma tendência de aclimatação do complexo de evolução do oxigênio (CEO) à alta luz tanto para a espécie CAM como para a espécie C3. O aumento nos valores da fluorescência inicial (F0) foi acompanhado pela redução da fluorescência máxima (Fm) e da eficiência fotoquímica máxima do fotossistema II (Fv/Fm) em ambas as espécies. O aumento dos valores do fluxo de absorção por centro de reação ativo (ABS/RC) foi seguido pelo aumento dos valores do fluxo de dissipação de energia de excitação (DI0/RC), o que sugere mecanismos de fotoproteção. Reduzidos valores dos centros de reação ativos por seção transversal (RC/CS0) e do índice de desempenho fotoquímico [PI(total)] foram observados em T35 e T120 em C. guttata, o que ocorreu em M. spectabilis apenas em T120. Em geral, as alterações observadas nos parâmetros fotossintéticos em M. spectabilis foram diretamente relacionadas com o tempo de exposição à luz solar, assim como o tempo de recuperação foi proporcional ao dano. Para C. guttata, a ausência de diferenças significativas entre T35 e T120 para a maioria dos parâmetros do teste JIP analisados sugere aclimatação à alta luz. O tempo requerido para a recuperação dos valores de F0, Fm e Fv/Fm indica a ocorrência de fotoinibição dinâmica e crônica em T35 e T120, respectivamente, para ambas as espécies. Danos ao aparato fotossintético foram mais severos em M. spectabilis devido ao maior tempo requerido para a recuperação dos parâmetros avaliados.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5254
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