Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5469
Title: Diagnóstico de tuberculose latente em pessoas com artrite reumatóide, através dos testes tuberculínico e interferon - gamma release assays
metadata.dc.creator: PEREIRA, A. M.
Issue Date: 18-Nov-2011
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: PEREIRA, A. M., Diagnóstico de tuberculose latente em pessoas com artrite reumatóide, através dos testes tuberculínico e interferon - gamma release assays
Abstract: (AR) está implicado no aumento da incidência de tuberculose (TB), exigindo muita prudência na sua prescrição. Portanto, é indispensável rastrear TB antes do início do anti-TNF-a. Os pacientes com AR apresentam disfunção dos linfócitos T, o que pode prejudicar a resposta cutânea tardia ao teste tuberculínico (TT). Mais recentemente outros testes, ex-vivo, estão sendo usados para diagnosticar TB latente (TBL), são eles os IGRAs (Interferon - Gamma Release Assays). Talvez os IGRAs possam ser úteis no diagnóstico de TBL em pacientes com AR. Dessa forma, a autora se propôs a desenvolver um estudo transversal comparativo entre pacientes com AR do Espírito Santo e grupo de comparação saudável (sem AR), em relação à positividade dos testes TT (PPD RT23) e QuantiFeron-TB Gold In Tube (QTF-TB GIT) assim como comparar os testes entre si. E realizar uma revisão sistemática sobre a positividade e concordância entre TT e IGRAs em pacientes com AR, com a finalidade de conhecer os resultados de estudos que utilizaram TT e IGRA em populações com AR. A revisão foi realizada nas fontes LILACS, Scielo, Cochrane e Medline, com os descritores pré-definidos, nos idiomas português, inglês e espanhol, e foram aceitas publicações nos mesmos idiomas. Foi realizada a descrição das características metodológicas dos estudos, apresentados os resultados dos testes realizados por cada um, com suas respectivas análises estatísticas. Foram ainda apresentadas as análises estatísticas de concordância entre os testes. O nível de significância adotado foi de 0,05. Após exclusão dos artigos que não foram elegíveis, 19 publicações foram selecionadas para análise. Não houve uniformidade em relação às características metodológicas dos estudos incluídos nesta revisão. O desenho, em sua maioria foi do tipo comparativo, 3 foram corte transversal e um foi coorte prospectiva. O tamanho da amostra, no grupo de AR, variou de 25 a 112 sujeitos. A composição do grupo de comparação também foi variável. Sujeitos saudáveis, sujeitos com outras doenças reumáticas e até mesmo pacientes com tuberculose compuseram os grupos. Os testes utilizados, tanto PPD, quanto IGRAs foram de tipos diferentes. Não houve uniformidade também em relação aos resultados dos testes, tanto nas proporções de positividade no grupo AR, que variou de 10,4% a 69,7% para o TT e 6,9% a 44,6% para os IGRAs, quanto na diferença ou semelhança com grupos de comparação. A concordância entre os TT e IGRAs foi analisada em poucos estudos, que se mostraram contraditórios. Em relação ao estudo realizado pela autora em pacientes com AR do Espírito Santo (ES), foi adotado o valor de ≥ 5mm para o grupo com AR e ≥10mm para o grupo sem AR como reator para TT. Para variáveis qualitativas, utilizaram-se os testes Qui-quadrado e para as quantitativas, o teste t - Student para comparação dos grupos com e sem AR. Quando o grupo AR foi estratificado pelas condições: atividade da doença e imunossupressão por tratamento, utilizou-se o teste exato de Fisher para atividade da doença e Qui-quadrado para imunossupressão. Para a análise estatística realizada para avaliar concordância entre o PPD RT23 e o QTF-TB GIT utilizaram-se o teste Kappa e para a discordância o teste de McNemar. Foi considerado significante o valor de p £ 0,05, em todos os testes. O TT foi reator em 40,8% do grupo com AR e em 25% do grupo sem AR (p = 0,187) e o QTF TB GIT foi positivo em 2 (4%) do grupo com AR e 3 (7,1%) do grupo sem AR (p = 0,5078). Também não foi encontrada diferença significativa em relação à reatividade ao TT em AR quando comparados os estratos estar ou não com doença em atividade (0,64). Porém houve diferença significativa entre os estratos estar ou não imunossuprimido, com melhor resposta nos não imunossuprimidos (p = 0,032). Os grupos com e sem AR não mostraram concordância estatisticamente significante entre os 2 testes (K = 0,116; p = 0,082 (AR); K = 0,217; p = 0,083 (sem AR)). A discordância foi estatisticamente significativa, em ambos os grupos pelo teste McNemar (p = 0,001 (AR); p = 0,039 (sem AR). Quando avaliado a amostra total (com AR + sem AR) foi encontrada concordância baixa, porém significativa entre os testes (K = 0,146; p = 0,024), e discordância também significativa (p = 0,001). Conclusão: A revisão sistemática mostrou grande heterogeneidade entre os estudos, não tendo sido possível tirar conclusões a cerca do desempenho dos testes TT e IGRAs em pessoas com AR, devido à falta de consenso entre os resultados. O estudo realizado em pacientes com AR do ES, não encontrou diferença entre os grupos com e sem AR em relação a reatividade ao TT, assim como a positividade do QTF-TB GIT. A atividade da doença não interferiu na resposta ao TT, entretanto o tratamento imunossupressor sim. Para melhor avaliar a utilidade dos testes estudados em pessoas com AR, serão necessários mais estudos longitudinais e prospectivos, em populações com diferentes prevalências e cobertura vacinal para TB, e com amostra estratificada por características da AR como: atividade e gravidade da doença e grau de imunossupressão pelo tratamento.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5469
Appears in Collections:PPGASC - Dissertações de mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
tese_5248_.pdf851.91 kBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.