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Title: Análise Espacial dos casos novos de hanseníase e a detecção de áreas de maior risco de adoecimento no Município de Vitória, ES no período de 2005 a 2009
metadata.dc.creator: SAMPAIO, P. B.
Keywords: hanseníase;epidemiologia;distribuição espacial;fatores so
Issue Date: 18-Dec-2012
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: SAMPAIO, P. B., Análise Espacial dos casos novos de hanseníase e a detecção de áreas de maior risco de adoecimento no Município de Vitória, ES no período de 2005 a 2009
Abstract: Sampaio, P. Análise Espacial dos casos novos de hanseníase e a correlação com os indicadores socioeconômicos no Município de Vitória, ES no período de 2005 a 2009. Dissertação de mestrado (Saúde Coletiva) Programa de Pós- Graduação em Saúde Coletiva, UFES, Vitória, 2012. Introdução. A Hanseníase é historicamente um importante problema de saúde pública. No Brasil constitui uma ameaça á saúde da população, sendo que áreas de extrema pobreza ou de pouco acesso a serviços de saúde apresentam um aumento da incidência. Vitória, capital do estado do Espírito Santo, apresenta altas taxas de incidência da doença com uma média de 70 casos/100000 habitantes nos últimos anos. Sendo a hanseníase uma doença com grande influência nos indicadores socioeconômicos, o questionamento sobre essa relação ser verdadeira no município de Vitória instigou a realização deste trabalho. Objetivo. Estudar a distribuição espacial dos casos novos de hanseníase, por bairros do município de Vitória e a correlação com os indicadores socioeconômicos no período de 2005 a 2009. Métodos. Estudo de delineamento ecológico em que foram utilizados dados sobre incidência da hanseníase coletados no SINAN. Realizou-se análise espacial usando modelos estatísticos e calculou-se a taxa de incidência da doença por bairro. Os indicadores de avaliação da endemia foram analisados segundo parâmetros propostos pelo Ministério da Saúde. Resultados. Através de mapas temáticos, visualizou-se a distribuição espacial heterogênea da hanseníase entre os bairros, sendo possível identificar áreas com alto risco de adoecimento. As regiões, São Pedro e Jabour, apresentaram maior incidência espacial de casos da doença pelo método Bayesiano Empírico Local. Para avaliar o efeito da variável IQU na ocorrência da hanseníase, bem como tentar captar uma eventual dependência espacial a partir da inclusão de efeitos aleatórios espaciais, foram utilizados a modelagem Completamente Bayesiano, observando que os bairros com um baixo IQU possuem maior índice de detecção de hanseníase do que os bairros com padrão elevado do IQU. Esse resultado reforça que a presença de um baixo IQU pode facilitar o aparecimento da hanseníase. Conclusão. Espera-se que este estudo possa subsidiar o delineamento das estratégias de controle no município de Vitória, pois indica regiões específicas e prioritárias, de uma doença tão caracteristicamente de determinação social como a hanseníase.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5491
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