Please use this identifier to cite or link to this item: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5543
Title: Pratica Crítica ao Campo dos Determinantes Sociais da Saúde
metadata.dc.creator: GARBOIS, J. A.
Issue Date: 3-Apr-2014
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: GARBOIS, J. A., Pratica Crítica ao Campo dos Determinantes Sociais da Saúde
Abstract: O presente estudo analisa as relações entre a saúde e o social na Saúde Pública brasileira, especificamente a partir da noção de determinação social da saúde, focando-a em dois momentos importantes: a década de 70, quando ocorre a construção dessa noção a partir da corrente médico-social latino-americana, e a retomada dessa discussão no século XXI sobre a chancela de determinantes sociais da saúde. Possuiu como objetivos: Caracterizar a noção de determinação social a partir do positivismo nas ciências sociais; pesquisar a construção da noção de determinação social da saúde na Saúde Pública brasileira; descrever perspectivas de análises sobre o campo dos determinantes sociais da saúde a partir da polaridade entre a saúde e o social. Para o alcance dos objetivos, foi realizado um estudo exploratório, através da pesquisa bibliográfica (livros e bases de dados virtuais) e da pesquisa documental. Inicialmente apresentamos os pressupostos teórico-filosóficos sobre os quais a ciência moderna se assentou e que construíram a base da corrente positivista. Após, caracterizamos, em linhas gerais, essa corrente de pensamento, para, finalmente, interpretarmos a noção de determinação social a partir de Durkheim uma das principais análises dentro do campo das ciências sociais. Logo após, trazemos a construção da noção de determinação social da saúde a partir da crítica latino-americana da década de 70 ao discurso hegemônico do período sobre o processo saúde-doença. O pensamento latino-americano teve grande produção teórico-política brasileira em um lugar de vanguarda quando comparado a todos os países da América do Sul e Central. Entre outras agendas, a noção de determinação social da saúde, oriunda dos movimentos sociais, pautou a reforma sanitária brasileira, colocando-se como cerne do debate. Noção esta que sustentou a bandeira política defendida pelo movimento sanitário na luta por melhores condições de vida e de saúde no Brasil. Em seguida, apresentamos a configuração político-científica mais recente do campo dos determinantes sociais da saúde, destacando que ocorre um enfoque predominantemente reducionista sobre o social. Logo após, trazemos categorias do pensamento da sociologia crítica e da sociologia contemporânea, de forma a oferecer elementos de análise para a crítica à forma como hegemonicamente vem se pautando o discurso no interior do campo dos determinantes sociais da saúde. Ambas as perspectivas apresentam-se de forma não excludentes, não hierárquicas e não concorrentes. Finalizamos tecendo considerações que, longe de serem finais, sinalizam para a necessidade de uma nova perspectiva de partida para os estudos atuais no campo dos determinantes sociais da saúde.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5543
Appears in Collections:PPGASC - Dissertações de mestrado

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
tese_7817_Dissertação_vFINAL_vCD.pdf582.02 kBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.