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Title: Epidemiologia e distribuição espaço-temporal da raiva no Espírito Santo, entre os anos de 1994 e 2013
metadata.dc.creator: MARINHO, K. M.
Issue Date: 19-Mar-2015
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: MARINHO, K. M., Epidemiologia e distribuição espaço-temporal da raiva no Espírito Santo, entre os anos de 1994 e 2013
Abstract: A raiva é uma zoonose que acomete o sistema nervoso central (SNC), sendo caracterizada por uma encefalomielite viral aguda de caráter progressivo que acomete diferentes espécies de mamíferos terrestres e aéreos, representando um sério problema de saúde pública em todo o mundo. Objetiva-se descrever o perfil epidemiológico e a distribuição espacial e temporal da raiva ao longo dos anos no Espírito Santo, dentre os hospedeiros da doença, com intuito de avaliar a efetividade de ações de controle e compreender as características que influenciam a presença da doença no estado. Métodos. O estudo é de caráter descritivo, ecológico e a população estudada compreende todo o estado do Espírito Santo. Os dados analisados são referentes aos diagnósticos realizados no período de 1994 a 2013. O percentual de positividade dos diagnósticos foi analisado em cada ano e obteve-se uma série histórica com a frequência de diagnósticos da raiva segundo seu hospedeiro. Mapas temáticos com a distribuição dos casos no estado foram construídos e variáveis ambientais de uso do solo e topografia foram correlacionadas com a ocorrência da doença. Resultados. Foram examinadas, neste período, 22.854 amostras e a raiva foi diagnosticada em 1.925. Do total de amostras positivas, 80,9% eram provenientes de animais de produção, 16,9% de animais de companhia e 1,8% de morcegos, caracterizando as três principais classes de hospedeiros da doença. Observa-se que a raiva nos animais de produção se mantém em níveis elevados, com positividade acima de 25% das análises por todo o período, e se distribui por todo o território. Observa-se correlação positiva e significante (  = 0,277; p = 0,014), entre a ocorrência da doença nessas espécies e o relevo do terreno. Na classe dos animais de companhia, observamos uma considerável mudança ao longo dos anos, com valores mais altos até o ano de 2002 e próximos de zero e zero a partir de 2003. A raiva nesta categoria foi observada em maiores índices na região metropolitana de Vitória. Raiva em morcegos demonstra tendência crescente de ocorrência nos últimos anos avaliados, se mantendo com positividade acima de um por cento das amostras analisadas. Em humanos e em animais silvestres/outros, a positividade encontrada foi abaixo de um por cento do total de exames realizados. A raiva humana foi observada em locais onde se encontrava circulação viral entre reservatórios animais. Conclusões. Apesar do sucesso com a ausência de casos em humanos e controle da raiva em animais de companhia, podemos apontar a necessidade de melhorias nas estratégias de controle e vigilância da raiva em animais de produção, em morcegos e em animais silvestres.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5561
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