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Title: Risco cardiovascular entre vegetarianos e onívoros: um estudo comparativo
metadata.dc.creator: Teixeira, Rita de Cássia Moreira de Almeida
Keywords: alimentação vegetariana e onívora;risco cardiovascular;Doenças crônicas não transmissíveis;vegetarian and omnivorous eating habits;cardiovascular risk;non transmittible chronic diseases
Issue Date: 1-Sep-2005
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: TEIXEIRA, Rita de Cássia Moreira de Almeida. Risco cardiovascular entre vegetarianos e onívoros: um estudo comparativo. 2005. 152 f. Dissertação (Mestrado em Política, Administração e Avaliação em Saúde) - Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2005.
Abstract: The increase in Non-transmittible Chronic Diseases (NTDCs) has been associated to changes in lifestyle, mainly those related to eating and sedentary habits. On this theme, there is considerable epidemic evidence suggesting that vegetarian eating habits are associated to the low risk from these diseases, especially cardiovascular diseases (CVDs). For the evaluation of the cardiovascular risk (CVR) in vegetarians (VEGs) and omnivores (ONIs), a historical cohort study was done with 201 individuals (aged from 35 to 64 years). They were included in the 67 VEGs study for the past five years, from Greater Vitória, and 134 ONIs from the Project MONICA/Vitória, based on socioeconomic class, sex, age and race/ethnic group. Dietary data from three 24 hour-records which measured anthropometrics, biochemistries and hemodynamics were obtained at the UFES Cardiovascular Investigation Clinic. The estimated consumption of Na+ e k+ was determined by twelve-hour urine collection during the night period. The X2 test was used for comparison of proportions and the Student test t for averages. The relative risk was calculated and quantified the cardiovascular risk by Framingham algorithm. The group average age was between 47+8 years and the average vegetarianism time of between 19+10 years, being an ovolactovegetarian diet followed by 73% of VEGs. Most of the participants belonged to the classes B and C and the predominant religion was the Seventh Day Adventist. VEGs ingested less protein and animal fats and more carbohydrates and fibers. Blood pressure, fasting glucemia, total cholesterol, LDL-c and triglycerides were lower among VEGs (P < 0,001) and the hypertension risk was approximately 6,5 times greater among ONIs (IC95% 2,7-15,4; P < 0,001). The HDL-c was not different among the groups. Corporal Mass Index > 30kg/m2 (obesity) was not identified in any VEG. Among ONIs, 20% presented obesity and 38% overweight. Na+ and Na/K were also smaller among VEGs, as well as the waist/hip reasoning. In agreement with the Framingham algorithm, VEGs presented smaller RCV (P < 0,001). The unbalanced omnivores eating habits, with protein excess and animal fats can largely be blamed for NTDCs unlocking, especially in hypertension, diabetes and obesity.
O aumento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) vem sendo associado às mudanças do estilo de vida, principalmente aquelas relacionadas com a alimentação e o sedentarismo. Sobre esse tema, há considerável evidência epidemiológica sugerindo que a alimentação vegetariana está associada ao baixo risco para essas doenças, em particular para as doenças cardiovasculares (DCVs). Para a avaliação do risco cardiovascular (RCV) em vegetarianos (VEGs) e onívoros (ONIs), foi realizado estudo de coorte histórico com 201 indivíduos (35 a 64 anos). Foram incluídos na pesquisa 67 VEGs há no mínimo cinco anos, provenientes da Grande Vitória e 134 ONIs do Projeto MONICA/WHO/Vitória, pareados por classe socioeconômica, sexo, idade e raça/etnia. Dados dietéticos de três recordatórios de 24 horas, medidas antropométricas, bioquímicas e hemodinâmicas foram obtidos na Clínica de Investigação Cardiovascular da UFES. O consumo estimado de Na+e k+ foi determinado pela coleta de urina de doze horas no período noturno. Para comparação de proporções, foi usado o teste X2 e, para médias, o teste t de Student. Foi calculado o risco relativo e quantificado o risco cardiovascular por meio do algoritmo de Framingham. A idade média do grupo foi 47+8 anos e o tempo médio de vegetarianismo 19+10 anos, sendo a dieta ovolactovegetariana seguida por 73% dos VEGs. A maioria dos participantes pertencia às classes B e C e a religião predominante foi a de Adventistas do Sétimo Dia. VEGs relataram menor ingestão de proteínas e gorduras de origem animal e maior de carboidratos e fibras. Pressão arterial, glicemia de jejum, colesterol total, LDL-c e triglicerídeos foram mais baixos entre os VEGs (P<0,001) e o risco de hipertensão foi aproximadamente 6,5 vezes maior entre os ONIs (IC95% 2,7-15,4; P<0,001). O HDL-c não foi diferente entre os grupos. Índice de Massa Corporal > 30kg/m2 (obesidade) não foi identificado em nenhum VEG. Entre os ONIs, 20% apresentaram obesidade e 38% sobrepeso. Na+ e Na/K também foram menores entre os VEGs, assim como a razão cintura/quadril. De acordo com o algoritmo de Framingham, os VEGs apresentaram menor RCV (P<0,001). A alimentação onívora desbalanceada, com excesso de proteínas e gorduras de origem animal, pode estar implicada em grande parte no desencadeamento de DCNTs, em especial na hipertensão, diabete e obesidade.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5699
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