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Title: Infecção de gerbils (Meriones unguiculatus) com Toxocara canis : migração de larvas e estudo morfológico com pesquisa imunohistoquímica de antígenos de larvas nas lesões
metadata.dc.creator: Flecher, Mayra Cunha
Keywords: Toxocara canis;Toxocaraisis;Gerbils;Toxocara canis;Toxocariasis;Gerbils
Issue Date: 13-Apr-2010
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: FLECHER, Mayra Cunha. Infecção de gerbils (Meriones unguiculatus) com Toxocara canis : migração de larvas e estudo morfológico com pesquisa imunohistoquímica de antígenos de larvas nas lesões. 2010. 109 f. Dissertação (Mestrado em Mestrado em Doenças Infecciosas) - Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2010.
Abstract: Introdução. Nos últimos anos, os gerbils têm sido usados como modelo de Toxocaríase experimental, especialmente, para os estudos de lesões oculares e do Sistema Nervoso Central. Objetivos. Estudar a migração das larvas e as lesões, por meio de estudo imunohistoquímico, em gerbils infectados ou reinfectados com Toxocara canis. Métodos. Gerbils foram infectados com 1.500 ovos embrionados de T. canis e eutanasiados 4, 8, 12, 24, 48, 72 e 96 horas; 7, 15, 30 e 60 dias após a infecção. Intestino delgado e grosso, fragmentos do fígado e do encéfalo foram pressionados entre duas lâminas para a contagem de larvas, e o pulmão, digerido com solução de pepsina ácida para a contagem das larvas no sedimento. De todos os órgãos foram colhidos fragmentos, e fixados em formol tamponado para estudo histológico e imunohistoquímico das lesões, com utilização de um soro policlonal obtido em coelhos infectados com T. canis. Outro grupo de gerbils, previamente infectados foram reinfectados, 30 dias após a primeira infecção, com 1.500 ou 1.000 ovos e sacrificados 4, 8, 48 e 72 horas, e 7, 15, 30 e 60 dias após a reinfecção sendo submetidos aos mesmos procedimentos dos animais com uma única infecção. Resultados. Os resultados mostraram que as larvas migraram nas primeiras 24 horas através do intestino delgado e ceco, a partir desse tempo elas começaram a ser observadas em grande número no fígado, apresentando concentração maior 48 horas após a infecção. Depois começaram a migrar para os pulmões e outros órgãos, reduzindo de número no fígado após uma semana de infecção, e voltando a aumentar após 15 dias, sendo ainda observadas até os 60 dias. Nos pulmões, as larvas foram abundantes após 72 horas, onde induziram grandes áreas de hemorragia, que reduziam em número progressivamente até 30 dias após a infecção. A partir de 96 horas, foram encontradas no encéfalo, onde predominaram até o fim do experimento. Nos animais reinfectados houve um aumento na proporção de larvas contadas no fígado, em relação à primoinfecção, e redução delas no encéfalo. Nos animais que receberam uma infecção, as alterações morfológicas nos diferentes órgãos, exceto nos sistema nervoso, caracterizaram-se por inflamação discreta ou moderada com grande quantidade de eosinófilos e agregados frouxos de macrófagos e eosinófilos. No encéfalo as larvas foram observadas intactas, com reação inflamatória muito escassa. Nos animais reinfectados, as lesões inflamatórias foram mais graves com granulomas epitelióides bem organizados, muitos com larva no centro, inclusive com lesões graves na substância branca de cerebelo. A imunohistoquímica detectou em todos os órgãos, na infecção primária e na reinfecção, antígenos da larva nas áreas de exsudato inflamatório difuso, nos granulomas e ao redor das larvas. Conclusão. Os resultados mostraram que a migração das larvas no gerbil segue o padrão observado em camundongos e ratos com uma fase neurotrópica mais tardia, com concentração de larvas no sistema nervoso central. Na reinfecção há evidencias de resposta imunitária adaptativa tipo TH2 (eosinofilia no exsudato inflamatório e granulomas eosinofílicos), com aumento da retenção de larvas no fígado retardando a sua chegada no encéfalo; embora os granulomas epitelióides nos animais reinfectados, ás vezes, tivessem larvas no seu interior, não havia evidência de agressão a essa larvas
Introduction. In last years, the gerbils have been used as experimental model of toxocariasis, especially for studies of ocular lesions and central nervous system. Objectives. To study the migration of larvae and lesions with immunohistochemical study in gerbils infected or re-infected with Toxocara canis. Methods. Gerbils were infected with 1,500 embryonated eggs of T. canis and euthanized 4, 8, 12, 24, 48, 72 and 96 hours, 7, 15, 30 and 60 days after infection. Small and large intestine, liver and brain fragments were pressed between two slides for larvae counts, and lung, digested with acid pepsin solution for larvae counts in the sediment. Formalin fixed fragments of different organs were paraffin embedded for histology and immuniohistiochenmistry, using anti-Toxocara polyclonal serum obtained from rabbits infected with T. canis. Previously infected gerbils were re-infected 30 days after the first infection, with 1,500 or 1,000 eggs and sacrificed 4, 8, 48 and 72 hours, 7, 15, 30 and 60 days after reinfection and underwent the same procedures for larvae counts and histology and immunohistochemestry studies.. Results. Toxocara larvae migrate within the first 24 hours through the small intestine and cecum; from that time they began to be observed in large numbers in the liver, reaching higher number at 48 hours after infection. Then they began to migrate to the lungs and other organs, decreasing the number in the liver after a week of infection, and increased again after 15 days, and still observed until 60 days. In the lungs, the larvae were abundant after 72 hours, which induced large areas of hemorrhage, and were reduced progressively until 30 days after infection. After 96 hours, larvae start to be found in the brain, where the larval burden increased progressively until the end of the experiment. In re-infected animals was an increase in the proportion of larvae counted in the liver in relation to the first infection, and reduction in the brain, at the same times post infection. In animals that received one infection, the morphological changes in various organs, except in the nervous system, characterized by mild or moderate inflammation with large numbers of eosinophils and loose aggregates of macrophages and eosinophils. In the brain larvae were found intact, with scarce or absent inflammatory reaction. In re-infected animals, inflammatory lesions were more severe in all organs, with well organized epithelioid granulomas, with or without larva. Central nervous system lesions were severe, mainly injury in the white matter and Purkinge cells of cerebellum. Immunohistochemistry detected in all organs from all animals larval antigens in areas of diffuse inflammatory exudates, in granulomas and around intact larvae. Conclusion. The results showed that the Toxocara canis larval migration pattern in gerbils is similar to that described in mice and rats, with a neurotropic later stage, leading to concentration of larvae in the central nervous system. Lesions observed after reinfection showed evidence of a TH2 type adaptive immune response (eosinophils in the exsudate and epitheliod eosinophilic granulomas) that would be in relationship with retention of larvae in the liver, delaying their arrival to the brain. Although larvae were sometimes found inside epithelioid granulomas, there was not evidence that larvae were injured by inflammatory cells
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/5949
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