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Title: A religião manifesta enquanto lugar da tomada de consciência-de-si do espírito como espírito na Fenomenologia do Espírito de Hegel
Keywords: Religião;Consciência;Consciência-de-si;Espírito;Representação;Religion;Consciousness;Self-consciousness;Spirit;Representation
Issue Date: 26-Oct-2010
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: FIENI, Vitor Hugo de Oliveira. A religião manifesta enquanto lugar da tomada de consciência-de-si do espírito como espírito na Fenomenologia do Espírito de Hegel. 2010. 180 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2010.
Abstract: In his first important work, Phenomenology of Spirit (1807), Hegel had already put forward the reasons why religion was so highly considered by him. The religious phenomenon was thought out by that philosopher as an event through which the spirit (Geist) gradually reaches self-knowledge as spirit. This occurs insofar as the religious consciousness has as its object an Other which is itself. Yet, this equality is not clear to that consciousness at the outset of its journey towards Absolute Knowledge. Its process of identification with itself will be translated into a gradual essentialization of immanence and immanentization of the essence, and this occurs in all religions presented by Hegel. In this work, I carry out an analysis of manifest religion (offenbare Religion) as dealt with by that philosopher, while I also analyze moments such as the locus where the spirit´s knowledge of itself occurs fully, insofar as God becomes human and the humans become God. Yet, considering that such synthesis does not happen instantly, I pursue in this work the dialectic thread which leads to the deification of the humans and the humanization of God by way of natural religion and art religion, until we reach the figure of Christ, which is the perfect synthesis of God and the humankind. The death of the Messiah and the development of the Christian Community are the final touch to this spirit which becomes self-conscious of itself, from itself, since, through the sacrifice of the Son of God, his Self oneness is universally extended to those individual members of the Community who, thanks to the (Holy) Spirit, enter into communion with the eternal essence. However, religion is not the last chapter in Phenomenology, as, for Hegel, the synthesis, identity and knowledge-of-itself of the spirit as spirit emerges in manifest religion by means of representation (Vorstellung). Thus, a reconciliation was needed that could be more intelligible and less sensitive: the absolute philosophical knowledge. In other words, human deification, side by side with divine anthropomorphization, religiously achieved, were not sufficient to enable consciouness to reach its final stage. In view of this, I undertake a final critical chapter, to approach the humanistic consequences of hegelian philosophy. In this chapter, I also discuss Hegel´s position in relation to what he calls God (Gott). In conclusion, I suggest the concept of hegelian anthropo-pantheism as the result of Hegel´s Absolute Knowledge
Em sua primeira grande obra, a Fenomenologia do Espírito de 1807, Hegel já havia mostrado as razões que fizeram com que a religião fosse tida por ele em tão alta consideração. O fenômeno religioso foi pensado pelo filósofo como um evento através do qual o espírito (Geist) alcança gradualmente o saber de si mesmo como espírito. Isso acontece na medida em que a consciência religiosa tem como seu objeto um Outro que é ela mesma. No entanto, essa igualdade não é clara para esta consciência no início de sua jornada rumo ao Saber Absoluto. O processo de identificação de si consigo mesma vai se traduzir em uma gradual essencialização da imanência e uma imanentização da essência, que acontece ao longo das religiões que Hegel expõe. Neste presente trabalho, faço uma análise da religião manifesta (offenbare Religion) abordada pelo filósofo e de seus momentos, como o lugar onde o saber-de-si do espírito como espírito acontece de modo completo na medida em que o Deus se faz homem e o homem se faz Deus. Mas como essa síntese absoluta não acontece de modo instantâneo, empreendo aqui uma perseguição ao fio dialético que nos conduz a uma deificação do homem e a uma humanização de Deus através da religião natural e da religião da arte, até chegar à figura do Cristo, síntese perfeita entre Deus e o homem. A morte do Messias e a formação da Comunidade cristã, dão o toque final para esse espírito que se torna autoconsciente de si desde si mesmo. Pois, com o sacrifício do Filho de Deus, o seu Si uno com a essência eterna se universaliza àqueles indivíduos participantes da Comunidade e que passam, graças ao Espírito (Santo), a estar em comunhão com a essência eterna. No entanto, a religião não é o último capítulo da Fenomenologia e isso é assim porque, para Hegel, a síntese, a identidade e o saber-de-si do espírito como espírito acontece, na religião manifesta, por meio da representação (Vorstellung). Era, pois, preciso uma reconciliação que fosse mais inteligível e menos sensível: o saber filosófico absoluto. Ou seja, a deificação humana ao lado da antropomorfização divina, feitas religiosamente, não foram suficientes para que a consciência chegasse a seu termo. Em vista disto, empreendo um capítulo crítico final para abordar as consequências humanistas da filosofia hegeliana, onde discuto também um pouco sobre a postura de Hegel com relação àquilo que ele chama de Deus (Gott). Por fim, lanço o conceito de antropo-panteísmo hegeliano como resultado do Saber Absoluto de Hegel
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/6266
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