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Title: Paixões transvaloradas : o primado do afeto no pensamento de Nietzsche
metadata.dc.creator: Oleare, Adolfo Miranda
Keywords: Nietzsche;Paixões;Metafísica;Si mesmo;Fisiologia;Moral;Socratismo;Cristianismo;Niilismo;Nietzsche;Passions;Metaphysics;Himself;Physiology;Moral;Socrates;Christianity
Issue Date: 16-Jun-2013
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: OLEARE, Adolfo Miranda. Paixões transvaloradas : o primado do afeto no pensamento de Nietzsche. 2013. 80 f. Dissertação (Mestrado em Filosofia) - Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2013.
Abstract: According to the Nietzsche s statement that metaphysics operates in the moral sense of denaturalization and spiritualization passions, introducing them to the state of evil to be combated by institutions universally shared values and controlling the being and activity - religion, science, philosophy - I will try here to address the exposure of the metaphysics of the passions produced in Thus Spoke Zarathustra. To do so, I take as a base, especially the speech "Of joys and passions," to which others also come to join. Thinking deny the passions in favor of conceptual knowledge-representational - that rationality, consciousness - the deified metaphysical truth, preventing, therefore, research on the value of truth, that is, the elements that, in addition to what could be the nature of truth underlying the relationship themselves as creators of their philosophies, they have the truth. The persecution of passions, then, is the director of metaphysical passion. Symptom of a dominant drive comes from her orders in , unconscious, emotional, passionate. Contrary to the dualist tradition - rationalist and subjectivist - the philosophy of Nietzsche equates life and passion, identifying the engine in the affective dimension of human activity, including thinking there
Seguindo a indicação nietzschiana de que a metafísica opera no sentido moral de desnaturalização e espiritualização das paixões, lançando-as ao reino do mal a ser universalmente combatido pelas instituições formadoras dos valores comuns e controladoras do ser e do agir religião, ciência, filosofia , tratarei de abordar aqui o desmascaramento da metafísica produzido pela tematização das paixões em Assim falou Zaratustra. Para tanto, tomo como base, sobretudo, o discurso Das alegrias e das paixões , ao qual outros também vêm se juntar. Pensando negar as paixões em favor do conhecimento conceitual-representativo referido à racionalidade, à consciência , os metafísicos divinizam a verdade, impedindo-se, assim, a investigação acerca do valor da verdade, isto é, dos elementos que, para além do que poderia ser a natureza da verdade, fundamentam a relação que eles próprios, enquanto criadores de suas filosofias, têm com a verdade. A perseguição às paixões é, pois, a paixão diretora dos metafísicos. Sintoma de uma pulsão dominante provém ela de ordens intransparentes, inconscientes, afetivas, apaixonadas. Contrária à tradição dualista racionalista e subjetivista , a filosofia de Nietzsche equipara vida e paixão, identificando na dimensão afetiva o motor da atividade humana, incluindo-se aí o pensamento
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/6278
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