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Title: A intersetorialidade no processo de construção da política de saúde brasileira
metadata.dc.creator: Abreu, Cassiane Cominoti
Keywords: Política social;Conferências internacionais de saúde;Política de saúde;Intersetorialidade;Social policy;International health conferences;Health policy;Intersectoriality
Issue Date: 22-Jun-2009
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: ABREU, Cassiane Cominoti. A intersetorialidade no processo de construção da política de saúde brasileira. 2009. 187 f. Dissertação (Mestrado em Mestrado em Política Social) - Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2009.
Abstract: Os objetivos do estudo são analisar como a intersetorialidade foi inserida no processo de construção da política de saúde brasileira, tendo por base o debate construído pelo movimento pela reforma sanitária e Plenária Nacional de Saúde nas décadas de 1970 e 1980, e identificar a intersetorialidade no debate das conferências internacionais de saúde da Organização Mundial de Saúde. A pesquisa se caracteriza por ser qualitativa, orientada pelo método materialista-histórico-dialético. Utilizou-se a pesquisa documental e pesquisa de campo. A primeira envolveu a coleta e a análise de documentos que foram formulados na periodicidade estudada e a pesquisa de campo foi efetuada a partir de 4 entrevistas com participantes da plenária nacional de saúde. Para a análise dos dados foi utilizada a análise de conteúdo. O estudo aponta que no processo de construção da política de saúde brasileira havia dois projetos societais em disputa que congregavam significados diferenciados de intersetorialidade. O projeto neoliberal defende um significado de intersetorialidade baseado na articulação entre os setores em uma perspectiva técnica e racionalizadora que esconde um significado político e ideológico a favor da redução dos recursos financeiros para a política de saúde. Este é o significado de intersetorialidade presente nas conferências internacionais da OMS e manteve forte influência na 7ª Conferência Nacional de Saúde no Brasil. O projeto defendido pela reforma sanitária mantinha um significado de intersetorialidade a favor da articulação entre políticas sociais e da expansão de direitos sociais com a conseqüente consolidação do conceito de saúde defendido pelo movimento sanitário. O estudo conclui que a intersetorialidade pode ser paradoxalmente restritivo e reafirmador de projetos coletivos estruturados em torno da superação das condições de desigualdade e injustiça social
This study aims at analyzing how the intersectoriality was inserted in the construction process of the Brazilian health policy, having the debate built by the movement and by the sanitary reform and the National Plenary Health as its basis in the 70 s and 80 s, and identifying the intersectoriality in the debate of international health conferences of the World Health Organization. The research is characterized by being qualitative, oriented by the materialistic-historical-dialectic method. A documental and field research was used. The first one involved the collection and analysis of documents which were formulated in the studied periodicity and the field research was performed in four interviews with participants of the national plenary health. The content analysis was used for the data analysis. The study indicates that in the construction process of the Brazilian health policy there were two societary projects in dispute that congregated different meanings from intersectoriality. The neoliberal project defends a meaning of intersectoriality based on the articulation among sectors in a technical and rational perspective which hinders a political and ideological meaning in favor of the reduction of financial resources for the health policy. This is the meaning for intersectoriality present in the international conferences of WHO and it had a strong influence in the 7th National Health Conference in Brazil. The project defended by the sanitary reform kept a meaning of intersectoriality in favor of the articulation among social policies and the expansion of social rights with the consequent consolidation of health concept defended by the sanitary movement. The study concludes that intersectoriality can be paradoxically restrictive and reasserting of collective projects structured around the overcoming of inequality and social inequity conditions
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/6489
Appears in Collections:PPGPS - Dissertações de mestrado

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