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Title: Seleção de espécies para a fitorremediação de solos contaminados com o herbicida sulfentrazone
metadata.dc.creator: Maladão, João Carlos
Keywords: Bioensaio, Fitotoxicidade, Crotalaria juncea, Pennisetum Glaucum;Bioassay, phytotoxicity, Crotalaria juncea, Pennisetum glaucum
Issue Date: 14-Jul-2011
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: MALADÃO, João Carlos. Seleção de espécies para a fitorremediação de solos contaminados com o herbicida sulfentrazone. 2011. 103 f. Dissertação (Mestrado em Fitotecnica; Recursos Florestais) - Universidade Federal do Espírito Santo, Alegre, 2011.
Abstract: O presente trabalho tem como objetivo selecionar plantas tolerantes ao herbicida sulfentrazone, capazes de remediar solos contaminados com esse herbicida e determinar o tempo mínimo que essas plantas devam permanecer no campo remediando, antes da semeadura de espécies sensíveis ao herbicida. Para isso, foram realizados três experimentos. No primeiro, 16 espécies previamente selecionadas foram testadas para verificar a tolerância ao herbicida sulfentrazone e, consequentemente, o seu potencial para a fitorremediação. As espécies testadas foram: amendoim forrageiro (Arachis pintoi), calopogônio (Calopogonium mucunoides), capim-pé-de-galinha-gigante (Eleusine coracana), cover crop (Sorghum bicolor x Sorghum sudanense), crotalária breviflora (Crotalaria breviflora), crotalária júncea (Crotalaria juncea), crotalária espectábilis (Crotalaria spectabilis), crotalária ochroleuca (Crotalaria ochroleuca), feijão-guandu fava larga (Cajanus cajan cv. Fava Larga), feijão-guandu anão [(Cajanus cajan cv. IAPAR 43 (Anão)], feijão-de-porco (Canavalia ensiformis), lablab (Dolichos lablab), mucuna-anã (Stizolobium deeringianum), mucuna-preta (Stizolobium aterrimum), mucuna cinza (Stizolobium cinereum) e nabo forrageiro (Raphanus sativus). As espécies foram cultivadas sob cinco doses do herbicida sulfentrazone (0, 200, 400, 800 e 1600 g ha-1). Nessa etapa, foram realizadas as seguintes avaliações: altura de plantas (cm) efitotoxicidade (%) aos 30 e 60 dias após a semeadura (DAS); biomassa fresca e seca das raízes (g) e biomassa fresca seca da parte aérea (g) aos 60 DAS. As espécies selecionadas como plantas potencialmente fiotorremediadoras do herbicida sulfentrazone são a C. juncea, C. ensiformes, C. cajan e o C. cajan (anão), apresentando os menores sintomas de fitotoxicidade e apresentando os maiores índices de altura e biomassa fresca e seca. No segundo experimento, para inferir quais seriam capazes de remediar solos contaminados com esse herbicida, aquelas quatro espécies foram cultivadas sob quatro doses de sulfentrazone (0, 200, 400 e 800 g ha-1), seguidas pelo bioensaio no próprio vaso com as espécies bioindicadoras Pennisetum Glaucum e Stizolobium deeringianum, as quais foram avaliadas quanto à altura de plantas (cm) e fitotoxicidade (%), aos 30 DAS e aos 60 DAS, e biomassa fresca e seca da parte aérea (g), aos 60 DAS. Quando as espécies bioindicadoras P. Glaucum e S. deeringianum foram cultivadas após a C. juncea, apresentaram os menores sintomas de fitotoxicidade e os maiores ganhos em altura e biomassa, indicando que a C. juncea é a espécie que apresentou maior capacidade de fitorremediar solos contaminados com o herbicida sulfentrazone. No terceiro experimento, a C. juncea foi submetida a diferentes tempos de cultivo (25,50, 75 e 100 dias) sob dois níveis de contaminação (0 e 400 g ha-1) e em seguida foi realizado o bioensaio com P. Glaucum para se determinar o tempo mínimo que a espécie deve permanecer na área fitorremediando, o solo antes da espécie susceptível ao sulfentrazone ser semeada. O P. Glaucum quando cultivado após a C. juncea por um período mínimo de 50 dias foi capaz de crescer e acumular biomassa normalmente, ou seja, não teve suas atividades fisiológicas prejudicadas pela atividade do herbicida sulfentrazone. A prática de fitorremediação, empregandose a espécie C. juncea por 50 dias, é efetiva para solos contendo doses médias de 400 g ha-1 do herbicida sulfentrazone.
The objective of this study was to select plants tolerant to herbicide sulfentrazone,capable of remediate soil contaminated with this herbicide and to determine the minimum time that these plants should stay in remedying in the field before the sowing of species sensitive to herbicide. Due to this, three experiments were held. At first, sixteen species were previously selected and tested to verify its tolerance to the herbicide sulfentrazone and consequently it s potential to phytoremediation. The species tested were: Arachis pintoi, Calopogonium mucunoides, Eleusine coracana, Sorghum bicolor x Sorghum sudanense, Crotalaria breviflora, Crotalaria juncea,Crotalaria spectabilis, Crotalaria ochroleuca, Cajanus cajan cv. Fava Larga, Cajanus cajan cv. IAPAR 43 (Drawf), Canavalia ensiformis, Dolichos lablab, Stizolobium deeringianum, Stizolobium aterrimum, Stizolobium cinereum and Rapahanus sativus.The species were cultivated under five doses of herbicide sulfentrazone (0, 200, 400, 800, and 1600 g ha-1). At this stage the following assessments were made: plantheight (cm) and phytotoxicity (%) 30 and 60 days after sowing (DAS); fresh biomass and dry roots (g) and fresh biomass of the aerial part (g) at 60 DAS. The plant species selected as potentially phytoremediator of herbicide sulfentrazone are C. juncea, C. ensiformes, C. cajan and C. canjan (dwarf) showing the least symptoms of phytotoxicity and presenting the highest rates of height and fresh biomass and dry. In the second experiment, to interfere which are able to remediate soils contaminated with this herbicide, these four species were cultivated under four doses of sulfentrazone (0, 200, 400, and 800 g ha-1), followed by bioassay in the same pot with the species bioindicators Pennisetum glaucum and Stizolobium deeringianum, which evaluated the plant height (cm) and phytotoxicity (%) at 30 DAS and at 60 DAS, and fresh biomass and the aerial part (g), at 60 DAS. When the species bioindicators P. Glaucum and S. deeringianum were cultivated after C. juncea, showed the least symptoms of phytotoxicity and the largest gains of height and biomass, indicating that C. juncea is a specie that presents the highest capacity of phytoremediation soils contaminated with the herbicide sulfentrazone. In the third experiment, C. juncea was submitted to different times of culture (25, 50, 75 and 100 days) with two levels of contamination (0 and 400 g ha-1) and then the bioassay with P. Glaucum was performed to determine the minimum time that specie should stay in the phytoremediation soil area before the specie susceptible to sulfentrazone be sown. The P. Glaucum when cultivated after C. juncea for a period of time of 50 days was able to grow and accumulate biomass normally, that is, their activities physiological weren t prejudiced by the activity of herbicide sulfentrazone. The practice of phytoremediation, using the species C. juncea for 50 days, is effective to soils containing mean doses of 400 g ha-1 of herbicide sulfentrazone.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/6601
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