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Title: Efeito do dimorfismo sexual e da fenologia no desempenho ecofisiológico de uma espécie dioica (Myrsine coriacea) na Floresta Atlântica
metadata.dc.creator: VALENTE, C. S.
Keywords: Ecofisiologia vegetal;altitude;mudanças climáticas
Issue Date: 4-Aug-2017
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: VALENTE, C. S., Efeito do dimorfismo sexual e da fenologia no desempenho ecofisiológico de uma espécie dioica (Myrsine coriacea) na Floresta Atlântica
Abstract: O dimorfismo sexual em características secundárias, evidenciado em algumas espécies dioicas, permite que os indivíduos tenham estratégias de alocação e utilização de recursos de acordo com a demanda específica de cada sexo, aumentando assim a capacidade de explorar ambientes limitantes. Indivíduos femininos geralmente apresentam maior investimento de carbono durante o desenvolvimento reprodutivo, devido à produção de frutos. Indivíduos masculinos possuem maior demanda nutricional, para a produção de polén. O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito do dimorfismo sexual e das fases fenológicas sobre o desempenho ecofisiológico de árvores masculinas e femininas de Myrsine coriacea provenientes de nove populações. As características funcionais mensuradas estavam relacionadas com o crescimento, partição de biomassa, composição química do tecido foliar e eficiência fotossintética. De maneira geral, houve dimorfismo sexual no desempenho ecofisiológico. Porém, o efeito do dimorfismo sexual foi dependente da fase fenológica e das condições ambientais de cada população. Somente foi verificado dimorfismo sexual em caracterísiticas funcionais durante as fases de floração e frutificação.O desempenho de indivíduos masculinos esteve associado com a manutenção de maiores taxas de crescimento, enquanto o de femininos se relacionou aos maiores conteúdos de pigmentos cloroplastídicos e maior eficiência fotossintética. Os resultados demonstraram que a espécie apresentou uma combinação de alterações em características funcionais (diversidade funcional), como forma de responder às diferentes demandas de recursos a nível individual. A menor competição por recursos, favorece a coexistência dos sexos e maximiza a exploração dos recursos do ambiente, como forma de potencializar o sucesso reprodutivo da espécie.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7839
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