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Title: Enriquecimento Ambiental Como Estratégia Não Farmacológica para Prevenção dos Efeitos de Longo Prazo da Separação Maternal
metadata.dc.creator: Laisa,BR
Keywords: Maternal Separation;Psychiatric Disorders;Environmental
Issue Date: 21-Aug-2015
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: Laisa,BR, Enriquecimento Ambiental Como Estratégia Não Farmacológica para Prevenção dos Efeitos de Longo Prazo da Separação Maternal
Abstract: A relação maternal perinatal tem fundamental importância no desenvolvimento de circuitos neurais saudáveis que permanecerão como herança mental ao longo da vida. Logo, eventos adversos nesse período tem potencial para desencadear psicopatologias na idade adulta, aumentando a vulnerabilidade a transtornos psiquiátricos e abuso de substâncias. Neste trabalho foi realizada a Separação Maternal (SM) em ratos Wistar machos, no intuito de mimetizar um evento estressor sustentado na infância de humanos. Em seguida, os animais foram submetidos ao protocolo de Enriquecimento Ambiental, uma estratégia não farmacológica empregada num período de plasticidade cerebral, como estratégia potencial para reverter os efeitos prejudiciais da SM. Na idade adulta, procederam-se os testes comportamentais, para aferição de depressão, ansiedade e abuso de álcool, e bioquímicos, como a dosagem de corticosterona plasmática, indicativo da reatividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA) ao estresse agudo, e dosagem de dopamina e seus metabólitos em estruturas envolvidas em processo de gratificação cerebral via mesocorticolímbica (núcleo accumbens e córtex pré-frontal). A análise estatística foi realizada por meio do teste t de Student, análise de variância de uma via, duas vias, três vias ou medidas repetidas. Observamos que um protocolo de SM mais extenso tem maior impacto no desenvolvimento de comportamento depressivo na idade adulta. Não observamos hiperresponsividade do eixo HHA em animais separados em resposta a estresse agudo. O EA aumentou a preferência pelo consumo de sacarose e SM e EA concomitantemente aumentaram os comportamentos ativos no Teste do Nado Forçado, sugerindo potencial antidepressivo do EA. O EA parece ter potencial ansiolítico, ao reduzir a ansiedade aprendida aversiva no Teste de Odor de Predador, sem efeito significativo da SM nesses comportamentos. A SM aumenta a preferência pelo consumo de etanol e o EA foi capaz de prevenir esse efeito. No córtex pré-frontal a SM aumentou a quantidade de dopamina e o EA aumentou o turnover dopaminérgico, sugerindo recuperação até certo ponto da atividade dopaminérgica cortical. No núcleo accumbens, SM e EA concomitantemente reduziram os níveis de DOPAC, sem alteração no turnover dopaminérgico. SM e EA parecem não interferir nas memórias de curta e longa duração. Dessa forma, observamos por meio de alterações comportamentais e bioquímicas que eventos adversos perinatais aumentam a vulnerabilidade ao desenvolvimento de abuso de álcool e outros transtornos psiquiátricos na idade adulta; e o EA, empregado na fase de plasticidade neural, tem potencial para exercer efeito compensatório sobre os déficits gerados.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7878
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