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Title: ANÁLISE das Propriedades Mecânicas do Coração Através do Plano de Fase
metadata.dc.creator: Luciana Moises Camilo
Issue Date: 9-May-2008
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: Luciana Moises Camilo, ANÁLISE das Propriedades Mecânicas do Coração Através do Plano de Fase
Abstract: Resumo O plano de fase (PF) é um gráfico que plota uma função, como a pressão ventricular (P) nas abcissas contra a sua derivada temporal (dP/dt) nas ordenadas. Uma propriedade deste PF é que a porção final forma um segmento de reta e sua inclinação () é uma constante de tempo que traduz uma constante visco-elástica do músculo, cujo valor aumenta com a rigidez. Segundo um modelo matemático ideal de aproximação a partir da curva de pressão isovolumétrica, tem-se que APF = P x dP/dt, onde APF é a área do PF. Sabendo-se que o trabalho cardíaco externo (Text) é o produto da pressão pela variação de volume, a equação pode ser reescrita da seguinte maneira: Text = P. dV . dP dP dt Uma vez que neste modelo experimental o volume é constante, temos que a APF é proporcional ao Text. O objetivo deste trabalho foi comparar o comportamento de e da APF entre corações de ratos normais, hipertensos e hipertrofiados e avaliar as influências das intervenções inotrópicas sobre essas variáveis. Para isso, foram utilizados ratos machos Wistar e espontaneamente hipertensos (SHR), pesando entre 210 e 280g, divididos em 4 grupos: (C) Wistar controle (n=7), SHR (n=7), (ISO) ratos com hipertrofia induzida por Isoproterenol (0.3 mg/Kg/dia, n=9) e (V) ratos tratados apenas com veículo (n=6). Os animais foram anestesiados com Tiopental (50mg/Kg) e após toracotomia. Os corações foram removidos e perfundidos através do coto aórtico pela técnica de Langendorff com solução de Krebs-Henseleit. Foram registradas a curva de pressão isovolumetrica do VE e a dP/dt para a construção do PF. O protocolo experimental seguido foi: 1) Curva de função ventricular; 2) Variação da freqüência de estimulação; 3) Resposta inotrópica ao Ca+2 ext nas concentrações de 0.62, 1.25 e 2.5 mM; 4) Resposta inotrópica ao isoproterenol (0,1 mL; 10-5 M). As medidas de e da APF foram obtidas através do software Autocad. Os resultados estão expressos como média ± EPM. Análise estatística: ANOVA 1 ou 2 vias seguidas de post-hoc Fisher; significante para p<0,05. As inclinações obtidas após estabilização da preparação com PD de 10 mmHg e durante a curva de função ventricular foram maiores nos grupos que apresentaram hipertrofia (SHR e ISO). O aumento da freqüência de estimulação aumentou significativamente em todos os grupos, assim como o aumento da [Ca+2]e a administração de isoproterenol. A APF foi maior no grupo SHR em relação aos outros grupos. As intervenções inotrópicas positivas provocaram aumento proporcional da APF em todos os grupos. A curva de freqüência e a menor concentração extracelular de cálcio resultaram na diminuição da APF. A hipertrofia do ventrículo esquerdo em SHR e o tratamento crônico com ISO modificam a velocidade da queda de pressão isovolumétrica. Isto se traduziu por aumento da inclinação , refletindo a rigidez miocárdica. Com relação aos efeitos inotrópicos, o aumento da inclinação parece estar ligado mais diretamente ao aumento da velocidade da queda de pressão isovolumétrica, pela ação inotrópica atuante nos segmentos da banda miocárdica ventricular helicoidal (BMVH), especificamente no segmento ascendente para a fase diastólica. O comportamento da APF contextualizou as situações em que os corações foram submetidos, no que diz respeito ao Text.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7913
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