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Title: Efeitos do Pré-Tratamento com o Fator Estimulante de Colônia de Granulócitos (G-CSF) Sobre o desenvolvimento do Infarto do Miocárdio em Ratos
metadata.dc.creator: BALDO, M. P.
Issue Date: 16-May-2008
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: BALDO, M. P., Efeitos do Pré-Tratamento com o Fator Estimulante de Colônia de Granulócitos (G-CSF) Sobre o desenvolvimento do Infarto do Miocárdio em Ratos
Abstract: Introdução. Estudos na literatura mostram que o fator estimulante de colônia de granulócitos (G-CSF) é capaz mobilizar células-tronco provenientes da medula óssea que diante de um evento fisiopatológico no coração, como por exemplo o infarto agudo do miocárdio, fariam o reparo do miocárdio perdido. Efeitos como a melhora da função cardíaca, redução do infarto e da mortalidade foram relacionados ao tratamento com G-CSF. Com a evolução do conhecimento na área, foi evidenciado um efeito direto sobre o miocárdio, como sendo responsável por todos os efeitos benéficos, e que as células mobilizadas pelo G-CSF não contribuiriam de forma significativa pelos benefícios. Objetivos. Diante dessas informações, nós objetivamos avaliar os efeitos do pré-tratamento com G-CSF sobre a fase aguda do infarto do miocárdio, e suas repercussões no remodelamento e progressão para a insuficiência cardíaca. Metodologia. Ratos Wistar (180-240g) foram randomizados para receber G-CSF (50Ng/kg, sc) (IM-GCSF) ou placebo (IM), aplicados 7, 3 e 1 dias antes da cirurgia. O infarto foi realizado através da oclusão permanente da artéria coronária descendente anterior esquerda e a extensão do infarto foi determinada através da área corada com trifeniltetrazólio (24 horas) ou pela área da cicatriz (15 dias). Um grupo de animais foi submetido à cirurgia fictícia para ser utilizado como controle (Sham). A medida da expressão protéica de Bcl-2, Bcl-xL e Bax foram realizadas imediatamente antes da indução do infarto por Western blot, utilizando amostras de ventrículo esquerdo. Para avaliar as arritmias ventriculares após o infarto, os animais foram anestesiados com pentobarbital (60mg/kg, ip) e o eletrocardiograma foi monitorado por 30 minutos após a oclusão. O número de extrassístoles ventriculares, incidência e duração de taquicardias ventriculares (TV) e a incidência de fibriliação ventricular (FV) foram computados. Medidas hemodinâmicas foram realizadas 15 dias após o infarto através do cateterismo ventricular sob anestesia de quetamina (70mg/kg) e xilazina (10mg/kg). Após o cateterismo ventricular, a avaliação da rigidez da câmara ventricular esquerda foi feita através da análise da curva pressão-volume (P-V). Resultados. A extensão do infarto medida 24 horas após a oclusão foi reduzida pelo pré-tratamento com G-CSF (35,8±2,8 vs. 43,7±2,1 IM; p<0,05). Da mesma forma, 15 dias após a oclusão, a extensão do infarto se apresentou reduzida no grupo IM-GCSF comparada ao grupo IM (27,2±2,2% vs. 35,9±1,4%, p<0,05). O pré-tratamento com G-CSF aumentou a expressão protéica de Bcl-2 (8,8±0,9 vs. 5,2±0,6 no grupo IM, p<0,05), Bcl-xL (5,6±0,8 vs. 3±0,2 no grupo IM, p<0,05), mas não alterou os níveis de expressão de Bax (5,9±1 vs. 5,5±1,2 no grupo IM, p>0,05). A mortalidade nas primeiras 24 horas após o infarto foi reduzida significativamente diante do pré-tratamento com G-CSF (26% vs. 47%, p<0,05), sendo a redução mais pronunciada nos primeiros 30 minutos seguidos à oclusão (11% vs. 27,6%, p<0,05). Tanto o número de eventos (7±2 vs 29±6, p<0,05) quanto a duração (13±4 seg vs. 43±9 seg, p<0,05) das TV foram reduzidos nos animais do grupo IM-GCSF, assim como a incidência de FV (10% vs 69%, p<0,05). O grupo IM apresentou menor rigidez ventricular quando comparado a outros grupos na fase inicial (k=19,9±2,5 vs. k=41±5 no grupo IM-GCSF e k=42,8±3,5 no grupo Sham, p<0,05), mas sob altas pressões, a rigidez ventricular no grupo IM difere somente do grupo IM-GCSF (k=2,52±0,2, IM; k=3,35±0,2, IM-GCSF; k=3,02±0,7, Sham; p<0,05). Conclusão. O pré-tratamento com G-CSF foi efetivo em reduzir a extensão do infarto avaliada 24 horas após a oclusão, e essa diferença se manteve ao longo dos 15 dias após a oclusão, mesmo diante da interrupção do tratamento. Esse resultado pode ser devido ao aumento na expressão de fatores anti-apoptóticos, reduzindo a injúria isquêmica na fase inicial do infarto. Além disto, o aumento na expressão de conexina43 no grupo pré-tratado pode estar envolvido na redução das arritmias ventriculares, levando a importante redução da mortalidade precocemente ao infarto. Todos estes resultados parecem contribuir para a preservação da função hemodinâmica encontrada 15 dias após o infarto nos animais que receberam G-CSF. Palavras-chave: G-CSF; Infarto do miocárdio, Apoptose; Arritmias ventriculares,Remodelamento, Mortalidade
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/7914
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