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Title: Efeitos do tratamento crônico com diferentes doses de Carvedilol sobre a variabilidade de freqüência cardíaca e de pressão arterial de ratos infartados
metadata.dc.creator: DANTAS, E. M.
Issue Date: 9-Mar-2012
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: DANTAS, E. M., Efeitos do tratamento crônico com diferentes doses de Carvedilol sobre a variabilidade de freqüência cardíaca e de pressão arterial de ratos infartados
Abstract: O objetivo foi avaliar os efeitos do tratamento crônico com diferentes doses de carvedilol sobre a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e da pressão arterial (VPA) de ratos com infarto do miocárdio (IM). Metodologia: Ratos Wistar machos (N=69; peso 180- 250g) foram incluídos no estudo. Os animais foram submetidos à IM por ligadura do ramo descendente anterior da coronária esquerda (N=40) ou a uma cirurgia fictícia (N=29, sham) e randomizados para receberem tratamento (na água de beber) com placebo (metilcelulose 0,5%) ou carvedilol em dose baixa (2 mg/kg/dia) ou alta (20 mg/kg/dia): sham placebo (SP, N=12), sham dose baixa (SDB, N=8), sham dose alta (SDA, N=9), infarto placebo (IP, N=13), infarto dose baixa (IDB, N=12) e infarto dose alta (IDA, N=15). Trinta dias após, os animais acordados foram submetidos à avaliação hemodinâmica (registro invasivo da pressão arterial e eletrocardiograma) para análise da VPA e VFC feitas no domínio do tempo (variância da pressão sistólica e dos intervalos RR) e da frequência (VLF, LF, HF) usando o método autorregressivo com ordem do modelo fixa em 16. Registros pressóricos de ventrículo esquerdo foram obtidos por cateterismo ventricular nos animais anestesiados. Os dados são apresentados como mediana e intervalo interquartil (75-25). Resultados: O IM determinou aumento no peso cardíaco (0,31 (0,03) mg/g SP vs. 0,43 (0,17) mg/g IP, P<0,05), prejuízo da função ventricular esquerda com redução da pressão ventricular sistólica (PVS: 136 (23) mmHg SP vs.110 (23) mmHg IP, P<0,05), aumento da pressão ventricular diastólica inicial (PVDI: -3 (5) mmHg SP vs. 9 (10) mmHg IP, P<0.05) e final (PVDF: 5 (10) mmHg SP vs. 16 (11) mmHg IP, P<0.05). Observou-se ainda uma redução do LF de VPA (69 (37) n.u. SP vs. 18 (48) n.u. IP, P<0.05), sem alteração dos parâmetros de VFC (variância de R-R: 17.37 (20.34) ms2 SP vs. 19.64 (28.56) ms2 IP, P>0.05). A dose baixa de carvedilol preveniu o aumento do peso cardíaco (0,43 (0,17) mg/g IP vs. 0,35 (0,06) mg/g IDB, P<0,05), da PVDI (9 (10) mmHg IP vs. 0 (5) mmHg IDB, P<0,05) e da PVDF (16 (11) mmHg IP vs. 8 (9) mmHg IDB, P<0,05), mas não modificou a PVS (110 (23) mmHg IP vs. 111 (25) mmHg IDB, P>0,05). A dose alta de carvedilol preveniu o aumento da PVDI (9 (10) mmHg IP vs. -1(14) mmHg IDA, P<0.05) mas não o aumento do peso cardíaco (0,43 (0,17) mg/g IP vs. 0,42 (0,08) mg/g IDA, P>0,05) e da PVDF (16 (11) mmHg IP vs. 8 (19) mmHg IDA, P>0,05) e exacerbou a queda na PVS (110 (23) mmHg IP vs. 105 (10) IDA, P<0,05). Nenhum dos tratamentos afetou nem a VPA (variância da pressão: 10,60 (6,77) mmHg2 IP, 13,85 (9,66) mmHg2 IDB, 8,87 (7,99) mmHg2 IDA, P>0.05) nem a VFC (variância de R-R: 19,64 (28,56) ms2 IP, 38,41 (38,20) ms2 IDB, 28,15 (22.70) ms2 IDA, P>0,05). Conclusão: A dose baixa de carvedilol produziu melhora hemodinâmica e impediu o desenvolvimento de hipertrofia cardíaca após IM. Esses efeitos parecem ser independentes de ajustes no balanceamento autonômico para o coração e vasos, uma vez que não tiverem repercussões importantes sobre os componentes espectrais da VPA e da VFC.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/8047
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