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Title: Análise da composição e estrutura interna de rodolitos da Cadeia Vitória Trindade
metadata.dc.creator: FRANCO, T.
Issue Date: 19-Jun-2018
Publisher: Universidade Federal do Espírito Santo
Citation: FRANCO, T., Análise da composição e estrutura interna de rodolitos da Cadeia Vitória Trindade
Abstract: Rodolitos são compostos principalmente por algas calcárias e outros organismos incrustantes subordinados (OIS), formados por seguidos processos sobrepostos de incrustações. Os rodolitos da Cadeia Vitória- Trindade apresentaram como principais construtores as algas calcárias (gêneros Sporolithon, Mesophyllum, Lithothamnion, Hydrolithon e Titanoderma) e peyssonneliáceas (gênero Peyssonnelia). Os principais grupos de OIS foram foraminíferos incrustantes (Homotrema rubrum, aglutinantes ou demais foraminíferos incrustantes), briozoários, serpulídeos e cirripédios. Em rodolitos onde a taxa de bioerosão é muito elevada ocorre a obliteração dos caracteres morfológicos diagnósticos das algas calcárias e a identificação em nível de espécie é impossibilitada, dificultando a caracterização ambiental uma vez que esta deve ser feita em nível de espécie. Assim, o estudo da composição de OIS é uma alternativa ao estudo da assembleia algal nestes ambientes. A análise da composição de OIS foi distinta entre o monte submarino e a plataforma insular indicando diferenças locais nestes ambientes que estariam influenciando o estabelecimento dos organismos. A icnoassembleia dos rodolitos da Cadeia Vitória-Trindade foi composta por microperfurações e macroperfurações do tipo Entobia (associado a ação de esponjas perfurantes), Gastrochaenolites (associado a ação de bivalves) e Trypanites (associado a ação de poliquetas e vermes sipúnculas). O estudo da icnoassembleia identificou um ambiente com baixa taxa de sedimentação e baixa hidrodinâmica que permitiu o desenvolvimento por longos períodos ininterruptos dos organismos perfurantes. A formação dos espaços vazios pelo processo de bioerosão permite a deposição de sedimento que podem aprisionar macroforaminíferos bentônicos. No monte Jaseur, o gênero Amphistegina apresentou maior contribuição em ambos os locais de coleta e em Trindade foi o gênero Archaias. O grande número de perfurações devido à intensa bioerosão poderia levar ao colapso dos nódulos, entretanto, rodolitos com grandes dimensões foram observados (diâmetros maiores com médias de 17,8 ± 3,8cm; 15,92 ± 2,14cm e 11,74 ± 1,40cm, em Jaseur 74m, Jaseur 66m e Trindade 65m, respectivamente). O material de preenchimento das perfurações da estrutura interna dos rodolitos apresentou textura sedimentar e estava litificado integrando a estrutura rígida no interior dos nódulos. A litificação corre devido ao crescimento de cristais de cimento carbonático nos poros vazios na estrutura interna e são fundamentais para a manutenção da integridade dos nódulos. A litificação do sedimento de preenchimento cria novas estruturas rígidas dentro da estrutura interna mais antiga e estas se tornam susceptíveis a novas incrustações de organismos perfurantes. A repetição dos processos de perfuração, preenchimento, cimentação e nova perfuração substitui a estrutura interna original (composta majoritariamente por organismos incrustantes) pela estrutura resultante da repetição dos processos (composta por fragmentos de organismos calcários e sedimento litificado). O presente trabalho identificou a importância do estudo integrado de todos os componentes da estrutura interna dos rodolitos como a melhor forma de se compreender a dinâmica envolvida no desenvolvimento dos nódulos e como ferramenta na obtenção de indicadores ambientais sólidos.
URI: http://repositorio.ufes.br/handle/10/9149
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