Publication: Alegorias da repressão: a modernização de Vitória sob o olhar crítico de Amylton de Almeida em Blissful Agony (1972)
Loading...
Date
14/06/2024
Authors
item.page.advisor
item.page.coadvisor
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Universidade Federal do Espírito Santo
item.page.resumo
Esta dissertação analisa Blissful Agony, romance inaugural do jornalista Amylton de Almeida, impresso nas oficinas gráficas do Jornal O Diário em 1972. Narrado em terceira pessoa, em um único parágrafo, ele representa o espaço da cidade de Vitória onde um narrador onisciente descreve o fluxo de consciência do protagonista, mediante o uso de repetições em diferentes posições sintáticas, similar ao presente contínuo desenvolvido por Gertrude Stein, indicando a dissolução do tempo cronológico e o caráter psicológico e introspectivo do narrador refugiado em seus pensamentos. A metropolização da capital capixaba é narrada do ponto de vista do personagem estagnado em um presente angustiante e opressor. Subsumido à condição de homem moderno, observa as transformações geográficas e sociais com desgosto e desconfiança, e sua rememoração do passado traduz a nova experiência no território descaracterizado. Valendo-se da melancolia existente na lírica do poeta francês Charles Baudelaire e reativada por Walter Benjamin em sua leitura alegórica da modernidade, busca-se destacar a melancolia para se efetivar uma compreensão alegórica de Blissful Agony, entendido como um fragmento literário capaz de revelar aspectos do passado histórico capixaba. Por meio do recurso ao método benjaminiano da montagem literária, a dimensão contraditória da modernização militar no Espírito Santo é capaz de ser revelada na mobilização do romance amyltoniano, tomado como um médium-de-reflexão no presente cognoscível.
Abstract
Cette dissertation analyse Blissful Agony, le roman inaugural du journaliste Amylton de Almeida, imprimé dans les ateliers graphiques du journal O Diário en 1972. Raconté à la troisième personne, dans un seul paragraphe, il représente l'espace de la ville de Vitória où un narrateur omniscient décrit le flux de conscience du protagoniste, en utilisant des répétitions à différentes positions syntaxiques, similaires au présent continu développé par Gertrude Stein, indiquant la dissolution du temps chronologique et le caractère psychologique et introspectif du narrateur réfugié dans ses pensées. La métropolisation de la capitale capixaba est racontée du point de vue du personnage stagnant dans un présent angoissant et oppressant. Submergé dans la condition d'homme moderne, il observe les transformations géographiques et sociales avec dégoût et méfiance, et sa remémoration du passé traduit la nouvelle expérience sur un territoire décaractérisé. En s'appuyant sur la mélancolie présente dans la poésie du poète français Charles Baudelaire et réactivée par Walter Benjamin dans sa lecture allégorique de la modernité, l'objectif est de mettre en évidence la mélancolie pour parvenir à une compréhension allégorique de Blissful Agony, compris comme un fragment littéraire capable de révéler des aspects du passé historique capixaba. Par le biais de l'utilisation de la méthode benjaminienne du montage littéraire, la dimension contradictoire de la modernisation militaire dans l'État d'Espírito Santo peut être révélée dans la mobilisation.
Description
Keywords
Blissful Agony, Modernização
Citation
ANDRADE, Kelly Alves. Alegorias da repressão: a modernização de Vitória sob o olhar crítico de Amylton de Almeida em Blissful Agony (1972). 2024. 200f. Dissertação (Mestrado em História) - Universidade Federal do Espírito Santo, Centro de Ciências Humanos e Naturais. Vitória, 2024.
