Publication: Variabilidade genética de genótipos de mandioca no Estado do Espírito Santo
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Date
22/02/2018
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Universidade Federal do Espírito Santo
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A mandioca (Manihot esculenta Crantz) é uma espécie alógama, monóica, com elevada capacidade de desenvolvimento em condições ambientais adversas, e constitui um alimento básico para mais de um bilhão de pessoas nos países tropicais. A diversidade genética desta espécie é ampla, e possui potencial como base de matéria-prima para uma série de produtos e contribuir para a transformação agrícola e crescimento econômico nos países em desenvolvimento. Objetivou-se caracterizar a divergência genética de 141 genótipos tradicionais de M. esculenta coletados no estado do Espírito Santo através de marcadores SSR e caracteres morfológicos qualitativos, visando extrair novos materiais superiores. Foram coletados 141 materiais, entre genótipos da região sul (63), serrana (40) e norte (38) do estado do Espírito Santo, e três genótipos comerciais BRS Jari, BRS Dourada e BRS Kiriris, materiais melhorados pela Embrapa Mandioca e Fruticultura. As três populações foram avaliadas pelo mesmo grupo de microssatélites e, o maior número de alelos (105) foi detectado nas populações da região sul, com maior número de indivíduos amostrados (63) e média de seis alelos por loci. Já para a região serrana foram identificados 92 alelos nos 40 indivíduos, com média de cinco alelos por loci e para região norte 90 alelos nos 38 indivíduos, com média de cinco alelos por loci. Os loci EME260, EME189 e NS198 apresentaram os maiores números de alelos para as populações da região sul, serrana e norte, com os valores 9, 8 e 8, respectivamente. Os resultados obtidos com a análise de variáveis multicategóricas e por marcadores SSRs, evidenciam a existência de variabilidade genética. O método de agrupamento UPGMA para os dados qualitativos e moleculares apresentaram semelhança na formação de grupos. Tanto na caracterização morfológica, quanto na molecular, alguns genótipos comerciais e tradicionais estabeleceram-se dentro de um mesmo grupo. Podendo afirmar que os materiais tradicionais possuem características semelhantes aos comerciais que já passaram por algum processo de melhoramento genético. A caracterização foi realizada de forma eficiente com o uso de descritores qualitativos, destacando-se os caracteres cor externa do caule, cor do pecíolo e forma do lóbulo central das folhas, que apresentaram grande variabilidade, sendo considerados os descritores apropriados para a diferenciação dos genótipos de mandioca neste estudo. Existe alta diversidade no material estudado, com a maior parte desta variabilidade distribuída entre as regiões sul e serrana.
Abstract
Description
Keywords
Diversidade, Melhoramento genético, Manihot esculenta Crantz, Marcadores microssatélites, Descritores morfológicos
Citation
BARBIERO, Natália Zardo. Variabilidade genética de genótipos de mandioca no Estado do Espírito Santo. 2018. Dissertação (Mestrado em Genética e Melhoramento) — Centro de Ciências Agrárias e Engenharias, Universidade Federal do Espírito Santo, Alegre, ES, 2018.
