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A profanação da biopolítica em o caderno rosa de Lori Lamby, de Hilda Hilst

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24/02/2023

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Universidade Federal do Espírito Santo

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Esta pesquisa de mestrado teve como principal recorte temático o estudo crítico e reflexivo da profanação biopolítica na obra O caderno rosa de Lori Lamby (1990), de Hilda Hilst. O princípio que a fundamentou diz respeito ao fato de que a atual fase imperialista do capitalismo, dominada por EUA, tem como ideologia dominante a edição ininterrupta de um sistema de confissão subjetivo cujo efeito de poder advém da configuração corporal do estilo estadunidense de ser – esse soft power. O estudo do romance, cujo enredo é baseado nas confissões da narradora-personagem (mirim), estruturou-se em torno do perjúrio da arquitetura de confissão biopolítica dominante após a Segunda Guerra Mundial. Por isso, para desenvolver esta dissertação, o método interdisciplinar foi importante para articular as categorias de biopolítica, na perspectiva de Michel Foucault; de perjúrio e profanação, de Giorgio Agamben; de estado de exceção, de Walter Benjamin; bem como da teoria e da crítica literárias.

Abstract

This master's research had as its main thematic focus the critical and reflective study of the biopolitical profanation in the work The pink notebook of Lori Lamby (1990), by Hilda Hilst. The principle that founded it concerns the fact that the current imperialist phase of capitalism, dominated by the USA, has as its dominant ideology the uninterrupted edition of a system of subjective confession whose power effect comes from the corporal configuration of the American style of being – that soft power. The study of the novel, whose plot is based on the confessions of the narrator-character (child), was structured around the perjury of the dominant biopolitical confession architecture after the Second World War. Therefore, to develop this dissertation, the interdisciplinary method was important to articulate the categories of biopolitics, in the perspective of Michel Foucault; of perjury and profanity, by Giorgio Agamben; of a state of exception, by Walter Benjamin; as well as literary theory and criticism.

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Hilda Hilst, Biopoder, Estado de exceção, Profanação, Vida nua

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